quinta-feira, 27 de setembro de 2018

COMPADRE MOREIRA

Valdemar Moreira (Compadre Moreira), nasceu em Cândido Mota, no interior do estado de São Paulo, em 04 de janeiro de 1933. Em 1940, aos sete anos, recebeu a primeira proposta para formar uma dupla. Ele já cantava e contava piadas. Formou sua primeira dupla com Jesus Carmona com quem trabalhou por dois anos no circo de Nhô Fio. A dupla trabalhou na Rádio Difusora da cidade de Assis. Em 1944, foram contratados para fazer apresentações na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Em 1950, conheceu sua futura esposa, Adelaide Balbo Moreira (Adelaide) nascida na cidade de Assis, no interior de São Paulo, em 05 de outubro de 1937. Com a mulher e o artista Bio formou um trio, com Adelaide executando as funções de acordeonista e posteriormente contracenando em cenas cômicas com o marido. Em 1964, Compadre Moreira e Adelaide gravaram o primeiro disco 78 rpm pela Califórnia, com as músicas "Mentira de Amor" e "Canção do Passarinho". Em 1967, lançaram um LP contendo canções e piadas. Em 1970, lançou o LP "O Rei dos Xerifes", com destaque para "Eu Só Sei Fazer Pelota", composição sua em parceria com Zé Matuto. Em 1971, gravou o LP "O Xerife da Pistola de Ouro", com números cômicos intercalados com músicas. Em 1972, lançou novo LP em que se destacaram "Santa Crioula da Pensão". Fez apresentações nas TVs Record e Gazeta. No mesmo ano atuou no programa "Linha Sertaneja", ao lado de Edgard de Souza e Carlos Alberto, na TV Globo do Rio de Janeiro. Em 1974, lançou "Bang Bang do Outro Mundo", em que interpretou músicas de terror e humor, e que fez sucesso com "A Cartilha Musical", parceria sua com o conhecido compositor Nhô Pai. Em 1975, gravou o LP "O Rei do Riso", coletânea de piadas, contendo ainda algumas músicas. Em 1977, lançou LP em que se destacaram duas composições suas em parceria com o sanfoneiro e radialista paulista Zé Béttio, "Não Quero Morrer Encalhado" e "Segura o Bode". No mesmo ano, interpretou o personagem Zé Preguiça no filme "Chumbo Quente", de Cleri Cunha. Em 1981, gravou pela Tocantins as composições "Meu Sabiá", "Meu Burro é um Barato", e "Égua Preta". Nos anos 80, deixou de apresentar-se em rádios, dedicando-se apenas ao circo comprado por seus filhos. Foi dono de circo e excursionou por São Paulo, Mato Grosso e outros estados. No ano de 1985, Adelaide sofreu um acidente e a carreira foi encerrada. No ano de 1999 veio a falecer. Em 2000 Compadre Moreira lançou duas coletâneas com o melhor de carreira, em homenagem a sua esposa e parceira artística. No ano de 2001, Compadre Moreira volta a gravar, pela Tocantins o CD "Rir é o Melhor Negócio" com participação do seu filho Edson Antônio Moreira, narrando as anedotas. Compadre Moreira faleceu em novembro de 2009, aos 76 anos de idade. Compadre Moreira foi uma lenda viva da era do circo e do rádio. Um artista linha classe A, que o tempo implacável, como não poderia ser diferente, mudou a aparência física, mais não mudou o espírito. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

CARMEN SILVA

Carmen Sebastiana de Jesus (Carmen Silva), nasceu em Veríssimo, no estado de Minas Gerais, em 22 de março de 1945, e é conhecida carinhosamente pelos fãs como "A Pérola Negra". Iniciou sua carreira ainda muito jovem. Participou de vários programas de calouros. Venceu o concurso "Um Cantor Por um Milhão, um Milhão Por uma Canção", da Rede Record. Seu primeiro sucesso foi a música "Adeus Solidão", no seu primeiro disco pela gravadora Philips, um compacto duplo. Ganhou diversos prêmios e troféus, como o "Roquete Pinto" e o "Chico Viola". No início de sua carreira sofreu pressão por parte da indústria fonográfica para gravar sambas, ritmo com o qual não se identificava e pelo qual não queria ser estigmatizada, posto que preferisse interpretações românticas, o que criou polêmica entre muitos críticos. Seus principais sucessos foram "Adeus Solidão", "Fofurinha", "Sapequinha", "Espinho na Cama", "O Destino nos Separou", "Amor com Amor se Paga" e "Ser Tua Namorada". Faleceu em 26 de setembro de 2016, vítima de parada cardíaca. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

JOÃO PAULO E DANIEL

José Henrique dos Reis (João Paulo) nasceu em Brotas, no interior do estado de São Paulo. José Daniel Camillo (Daniel), também nasceu em Brotas/SP, no dia 09 de setembro de 1968. Ainda pequeno aos 8 anos ganhou seu primeiro violão quando seu pai José Camillo notou a paixão pela música que o filho demonstrava. Desde então a música e Daniel não se separaram mais. Participou de diversos festivais regionais de música sertaneja, onde conheceu melhor o amigo João Paulo, com quem formou dupla em 1980 – nascendo então a dupla João Paulo e Daniel. João Paulo anteriormente formava com o irmão Francisco a dupla Neri e Nerinho. O curioso da história da dupla é que os dois eram rivais nas apresentações que faziam em circos, praças e festivais. João Paulo cuidava do gado nas fazendas do pai de Daniel enquanto cantava com o irmão. Mas essa dupla não foi muito longe. Logo João Paulo e Daniel estavam cantando juntos, com o objetivo de gravar um disco, o que aconteceu com ajuda de amigos pela gravadora Tocantins, o LP "Amor Sempre Amor", lançado em 1985. A partir daí, a dupla começou uma busca intensa e incessante pelo sucesso, divulgando o trabalho nas rádios e nas cidades do interior paulista. Porém o mercado fonográfico nacional só começou mesmo a aceitar a dupla, que sofreu inclusive o preconceito racial, em 1992. Em 1996, com o lançamento de João Paulo e Daniel Vol. 07, a dupla finalmente se consagrou. O CD trazia a canção romântica "Estou Apaixonado", versão para Estoy Enamorado, de Donato e Estefano, que estourou nas rádios e na TV, como tema da novela global “Explode Coração”. Em 12 de setembro de 1997, um acidente automobilístico mudou toda a trajetória da dupla, que acabara de conquistar discos de ouro e de platina por um CD ao vivo (o mesmo que deu origem ao VHS e, agora, ao DVD). Um acidente de carro matou João Paulo, e Daniel decidiu seguir a carreira sozinho, obtendo um sucesso comercial até maior que na época da dupla. A morte de João Paulo em 1997 rompeu a trajetória dos amigos que começavam a trilhar o caminho do sucesso. Com o apoio dos familiares, amigos e fãs, Daniel decidiu seguir o sonho sozinho e continuar fazendo o que mais lhe completa que é cantar. Daniel canta, dança, toca e interpreta… Seu inegável talento é reconhecido nacionalmente, tendo sido premiado 4 vezes como melhor cantor do Brasil pela Rede Globo, no programa do Faustão, além de ter recebido o prêmio SBT Internet, em 2004, 2007 e 2008, como melhor cantor, e outras diversas indicações. Em 2010 recebe o prêmio Grammy Latino, pelo álbum “As Músicas do Filme O Menino da Porteira”, e em 2012 foi indicado com o álbum "Pra Ser Feliz". Uma grande realização pessoal para Daniel em 2009 foi a reinauguração do Cine São José em Brotas/SP. O espaço que foi cinema e abrigou a Rádio Brotense na cidade por muitos anos, estava fechado há cerca de 20 anos. Daniel adquiriu o prédio, reformou e deu vida a este histórico espaço cultural de sua terra natal. A reinauguração aconteceu com a pré-estréia de “O Menino da Porteira” no mês de março de 2009. Em 2010 começou o ano com novo escritório, a Daniel Promoções Artísticas, em Brotas, e casou-se em maio com Aline de Pádua, com quem já tinha um relacionamento duradouro e duas filhas. De: Recanto Caipira Texto: Sandra Cristina Peripato

sábado, 15 de setembro de 2018

WANDO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Wando, nome artístico de Wanderley Alves dos Reis (Cajuri, 2 de outubro de 1945 — Nova Lima, 8 de fevereiro de 2012), foi um cantor, violonista e compositor brasileiro. Seu estilo musical e a parte cênica de suas apresentações possibilitaram aspectos folclóricos como sua famosa coleção de calcinhas de fãs (estimada em 17 mil peças, que se tornou sua marca registrada e lhe rendeu o epíteto de Obsceno. O hipocorístico Wando foi dado por sua avó. Ainda pequeno mudou-se de Cajuri para Juiz de Fora, onde formou-se em violão erudito e começou a lidar com música por volta dos 20 anos. Nessa época já participava de conjuntos e se apresentava em bailes na região. Mais tarde muda-se para Volta Redonda (Rio de Janeiro), onde trabalhou como caminhoneiro e feirante. Sua carreira de cantor iniciou-se em 1969 e a de compositor logo depois. Suas primeiras composições eram sambas com levada de swing (o samba-rock) e foram gravadas pelo grupo Originais do Samba. "Catimba criolo, registrada no disco dos Originais em 1972 (O samba é a corda... Os Originais, a caçamba), provavelmente foi a primeira música gravada do mineiro de Cajuri. Depois dessa gravação, no ano seguinte foi a vez de "Ao velho poeta Pixinguinha, homenagem póstuma ao músico recém-falecido, ser lançada no álbum É preciso cantar, também do sexteto sambista. Nesse mesmo ano de 1973, Wando gravou seu primeiro LP na gravadora Copacabana, Glória a Deus no Céu e Samba na Terra, sob o selo Beverly. Disco pontuado pelo samba, com letras ambientadas em subúrbios e favelas e temática social, é justamente nele que se encontra a gravação de "O importante é ser fevereiro, composto com Nilo Amaro (do conjunto "Os cantores de Ébano"), e que se tornou sucesso instantâneo ao ser gravado por Jair Rodrigues em 1974. Ainda em 1974, lançou um compacto simples, contendo os sambas "Zeca Poeta de Guerra" e "Samba da Poeira", sendo este último o primeiro registro de música com o nome de sua primeira esposa, Rose Marie dos Reis. O cantor paranaense Franco Scornovacca registrou em seu LP "Não é nada disso, irmão" e os Originais do Samba gravaram "Não sei de nada", no disco Pra que tristeza. Em 1975, Wando lança um disco homônimo que traz em seu bojo o estilo romântico que o acompanharia por toda a carreira, além de muitos outros samba-rocks que também seriam redescobertos no terceiro milênio. As faixas de destaque foram "Nêga de Obaluaê", que se tornou sucesso nos bailes de subúrbios, e "Moça", sua mais bem-sucedida canção, que alçou Wando definitivamente para o estrelato quando foi inclusa na trilha sonora da novela Pecado Capital, da Rede Globo. "Moça" já continha os elementos que fariam de Wando o "Obsceno": romantismo com toque levemente "picante". Também em 1975, o compositor e violonista paulistano Bebeto gravou "Esse crioulo por você se fez poeta" em seu disco de estréia. E ainda neste ano, teve seu samba "Nêga de Obaluaê" incluso no LP Brasil Som 75, programa musical da TV Tupi, apresentado pelo cantor e compositor fluminense Benito di Paula. Em 1976, mais um disco homônimo, com uma característica já bem audível: a atmosfera dos sambas de outrora começava a se diluir, dando espaço aos temas românticos com tez mais "apimentada", como acontece em "Você às vezes até sou eu" (de Mathusalém) e "Vê, coração bandido, de estrutura melódica parcialmente copiada de "Moça", sugerindo uma carona no sucesso do ano anterior. Nesse ano, o cantor e compositor capixaba Roberto Carlos gravou "A menina e o poeta", canção que já deixa clara sua intenção de se tornar um cantor essencialmente romântico. Morte Em 27 de janeiro de 2012, Wando foi internado na UTI do Biocor Instituto, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, com graves problemas cardíacos. Foi submetido a uma angioplastia de emergência e passou a respirar por aparelhos. Sua morte, por parada cardiorrespiratória, foi anunciada às 8 horas da manhã de 8 de fevereiro de 2012 no Biocor Instituto. O corpo do cantor foi sepultado em Belo Horizonte.

NENETE E DORINHO

Waldemar de Franceschi, o Nenete, nasceu em Santa Adélia, no interior do estado de São Paulo, em 29 de junho de 1919 e faleceu em 28 de dezembro de 1988, vítima de uma tentativa de assalto em sua residência na cidade de Pirassununga. Isidoro Cunha, o Dorinho (apelido carinhoso que ele tem desde a infância), nasceu em Bernardino de Campos, no interior do estado de São Paulo, no dia 09 de julho de 1933 (algumas biografias mencionam Piraju/SP como a cidade-natal de Dorinho, mas na verdade, Piraju é a cidade onde ele foi registrado, no dia 18 de outubro de 1933). Nenete já havia participado da dupla "Nenete e Ditinho" no ano de 1943 em Pirassununga, e já integrou também o "Trio Saudade", com Ninão e Nininho. Com o "Trio Saudade", chegou a atuar na Rádio Record de São Paulo, no programa "Hora dos Municípios" comandado por Genésio Arruda entre 1947 e 1955. Nenete também atuou durante 5 anos com o nome artístico de Limeira e formou dupla com Luizinho, tendo atuado durante um ano nos programas "Imagens do Sertão" e "Alma da Terra" na Rádio Tupi de São Paulo. Isidoro Cunha, por outro lado, desde criança, aos 8 anos de idade, já cantava e tocava cavaquinho. Estreou como músico no ano de 1949 na Rádio Difusora de Ourinhos, cantando no "Trio Bernardinense". E, no ano de 1950, Dorinho se mudou para a capital paulista, tendo formado a dupla "Doro e Dorinho", a qual se apresentou durante algum tempo no programa "Mutirão do Sumaré", comandado pela dupla Brinquinho e Brioso. A dupla "Doro e Dorinho" também foi vencedora de um concurso na Rádio Record de São Paulo. E foi no ano de 1954 que Dorinho, participando do Concurso de Violeiros do IV Centenário da Cidade de São Paulo, conheceu Nenete e com ele formou a dupla "Nenete e Dorinho", que gravou o primeiro disco em 1955, com "O Milagre das Rosas" e "Toca o Sino". Nenete participava da Mesa do Juri nesse Festival. Tendo se surpreendido com a voz de Dorinho e, há um ano procurando por um parceiro, Nenete convidou Dorinho para que lhe visitasse e a partir daí, nasceu a renomada dupla. Pouco tempo depois, a dupla "Nenete e Dorinho" passou a ser acompanhada pelo famoso acordeonista Nardelli (Antônio Onofre Figueiredo), que com eles formaram um trio de bastante sucesso, que deu um novo ritmo à música sertaneja e que foi levado pela professora Dulce Palma de Franceschi à Rádio Tupi, onde fizerem sua estréia como trio. O trio "Nenete, Dorinho e Nardelli" recebeu inclusive o Troféu Roquete Pinto por seus sucessos. Foi também considerado como o trio mais premiado do Brasil pelos troféus e medalhas que receberam em sua trajetória artística. A maioria dos discos de "Nenete, Dorinho e Nardelli" foram gravados na RCA (atual BMG), gravadora da qual em 1966 Nenete foi também nomeado produtor, cargo que ocupou até o ano de 1971, e no qual supervisionou diversas duplas, como Léo Canhoto e Robertinho, Belmonte e Amaraí, entre outras. Gravaram na RCA por 16 anos e gravaram ainda mais 3 discos na Continental, totalizando 20 LPs e mais de 30 discos 78 rpm. Após gravar mais um disco na Copacabana, Nenete resolveu parar com o trabalho por motivos de saúde. Dorinho e Nardelli formaram então, juntamente com Reinaldo Benedetti (o Maracá) o trio "Maracá, Dorinho e Nardelli", que gravou mais dois LP's. Por motivos particulares, Nardelli deixou o trio em 1970 e foi substituído por Ponteli (João Pontel, nascido em Olímpia/SP no dia 22 de junho de 1938). O novo trio gravou então mais dois discos pela Phillips (hoje Universal) e encerrou as atividades em 1975. Dorinho se casou com Iara Benedetti Cunha (nascida em Campinas/SP em 23 de fevereiro de 1958), filha de Maracá. Em 1988, ocorreu o trágico falecimento de Nenete, conforme já foi mencionado. No ano de 1994, Dorinho e Iara convidaram o acordeonista Ponteli, para fazer parte do novo trio que acabava de nascer: "Dorinho, Iara e Ponteli", conhecido carinhosamente como sendo "Um Trio de Ouro". Gravaram quatro CDs. O trio se desfez com o falecimento de Dorinho ocorrido em 08 de outubro de 2011. Em 2012 Iara se une a Irene (do Duo Ciriema) e forma um novo trio "Irene, Iara e Ponteli", e gravaram um CD. Mas por motivos particulares esta união não deu certo, e em 2013 Iara se une à Linaldo, formando então o trio "Linaldo, Iara e Ponteli", e já lançaram o seu primeiro trabalho. De: Recanto Caipira Texto: Sandra Cristina Peripato

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ZILO E ZALO "AS VOZES ENCANTADORAS DO SERTÃO"

Aníbio Pereira de Souza (Zilo) nasceu em 01 de março de 1935 e Belizário Pereira de Souza (Zalo) nasceu em 25 de maio de 1937. Ambos nasceram no Bairro Ribeirão dos Cubos, no município de Santa Cruz do Rio Pardo, no estado de São Paulo, onde o senhor David Pereira de Souza era lavrador e proprietário de um bonito sítio. Ao todo na família são em seis irmãos, sendo quatro homens e duas mulheres. Ainda garotos, na escola, começaram a cantar. Um primo, Joaquim Mendes (ótimo compositor) ensinou-lhes as primeiras posições e ministrou-lhes as primeiras aulas para domínio do violão. Mais tarde, esse mesmo primo seria grande incentivador da dupla, dando-lhes sempre ânimo para que vencessem na carreira artística. Em 1954, com os nomes de Pereré e Pereirinha, cantaram durante seis meses na Rádio Difusora de Santa Cruz do Rio Pardo. No final do ano, senhor David decidiu mudar-se para São Paulo, trazendo toda a família. Não foi muito fácil eles conseguirem se apresentar nas emissoras de rádio. Isso só veio acontecer em 1955, quando foram ao Circo Rancho Alegre, do Paiozinho, que surgiu a oportunidade de cantarem uma moda de viola, com a seguinte condição: se o público aplaudisse, cantariam mais uma; qual não foi a surpresa dos irmãos que tiveram que cantar quatro músicas. Reconhecendo o talento da dupla, Paiozinho e Zé Tapera os levaram para participar do Programa "Casa do Fazendeiro" na Rádio Cultura de São Paulo. Nascia assim, a dupla Zilo e Zalo. Em 1956 decidiram participar de um concurso promovido pela Rádio Record, o "Festival Jubileu de Prata da Rádio Record". Concorreram com duzentos e cinqüenta e três conjuntos. O processo era de eliminação e, quando os juízes revelaram o nome dos quinze conjuntos classificados, Zilo e Zalo conseguiram a nona colocação. Saíram do concurso com uma bela medalha e muito ânimo para voltar a tentar o rádio como profissionais. Poucos dias depois, levados por Zacarias Mourão estrearam na Rádio Bandeirantes nos programas "Serra da Mantiqueira" e "Brasil Caboclo", programas tradicionais da época. Através de Cascatinha, em 1958 gravaram seu primeiro disco 78 rotações pela Gravadora Todamérica, com as músicas "A Volta do Seresteiro" e "Adeus do Mineiro". Depois veio o segundo disco 78 rpm, com as músicas "Obrigado Sertanejo" e "O Crime do Fazendeiro". Sempre fiéis ao estilo a dupla gravou dezoito discos 78 rpm. Somente em 1960, gravaram o primeiro LP pela Gravadora Continental, intitulado "Zilo e Zalo Cantam para seus Fãs". Em 1966 gravaram um compacto simples pela Gravadora Chantecler, trabalho beneficiente para ser comercializado somente fora do país, com as músicas "Castelo de Areia" e "Grande Esperança". Nos seus quarenta e seis anos de carreira, Zilo e Zalo passaram pelas melhores emissoras de rádio da capital paulista e gravaram pelas principais gravadoras: Continental, Chantecler, Todamérica, RCA Víctor, Tropicana, Copacabana, CBS, Beverly, Globo Gravações e MM. Gravaram ao longo de sua carreira um total de 18 discos 78 rpm, 32 LPs e 04 CDs de Coletâneas. Entre seus grandes sucessos: A Volta do Seresteiro, Feitiço Espanhol, A Grande Esperança, Vingança do Caçador, A Marca da Traição, O Incêndio, Chora Coração, O Milagre do Ladrão, Mineiro de Monte Belo, entre outros. A dupla só veio a se desfazer com a morte de Zilo ocorrida em 06 de janeiro de 2002. Graças as lindas vozes e ao grande sucesso alcançado, merecidamente receberam o slogan "AS VOZES ENCANTADORAS DO SERTÃO". Zalo deu continuidade ao seu trabalho cantando com seu filho Renato, até que em 01 de agosto de 2012 veio a falecer com problemas cardíacos. Texto: Sandra Cristina Peripato

MOCOCA E PARAISO

João Leôncio (Mococa), nasceu no dia 29 de março de 1939 na cidade de Mococa, no interior do estado de São Paulo; tendo sido registrado em Arceburgo, município contíguo, mas pertencente ao estado de Minas Gerais, talvez pelo fato do pai desejar ardentemente que o filho fosse mineiro. Cantava desde pequeno até a idade dos 20 anos, na Rádio Clube de Mococa com seu parceiro Garotinho, formando a dupla Canhoto e Garotinho. Após esta idade, foi trabalhar na Empresa Camargo Corrêa, e por meio dela acabou sendo transferido para São Paulo, a pedido do velho amigo e diretor Deoclécio. Já no ano de 1961, fez dupla com Mouraí, tendo com ele gravado dois compactos duplos na época, cujas obras mais destacadas foram: "Sagrado Coxim", em homenagem ao autor Zacarias Mourão e "Chore Comigo". Em 1968 fez dupla com Moraci, gravando no total 33 LPs, numa parceria artística que durou 17 anos, até a morte do parceiro em São José do Rio Preto/SP, num acidente automobilístico no dia 20 de agosto de 1985. Entre os grandes sucessos de Mococa e Moraci, destacamos: "O Grande Milagre", "O Céu Chorou Por Mim", "A Noiva do Meu Bairro", "Copo de Cerveja", entre outros. De 1970 à 1975, participou com Moraci no Programa Edgard de Souza da Rádio Nacional, grande audiência na época, levado ao ar às 3ª feiras, no horário das 21:30 h. De 1976 até 1981 a dupla participou da Linha Sertaneja Classe A, programa de estrondoso sucesso comandado por Sebastião Victor e Zé Bétio pela Rádio Record de São Paulo. Após o falecimento do parceiro Moraci, Mococa fez dupla com Paraíso no ano de 1986, com quem atua até hoje. Mococa é pai de dois filhos, Silvia e João Paulo que, ao que parece, promete continuar as pegadas artísticas do pai. José Plínio Trasferetti (Paraíso), nasceu na cidade de Elias Fausto, no interior do estado de São Paulo, em 01 de junho de 1947. Desde a infância, apoiado por seu pai Antonio, cantava nas festas de sua cidade, bem como na Rádio Cacique de Capivari, no Programa do Zé Coruja com o nome de Caboclo e Caboclinho. No ano de 1962, mudou-se com a família para São Paulo, e continuou sua luta à procura de um parceiro com quem pudesse formar uma dupla sertaneja, sempre incentivado e estimulado pelo pai. Tal fato se deu somente no ano de 1967, quando formou a dupla Cristiano e Cristalino, chegando a vencer em 1º lugar o Festival de Música Sertaneja na TV Cultura de São Paulo, idealizado pelo Marechal Geraldo Meirelles, em seu Programa Cidade Sertaneja. O Prêmio foi a gravação de um LP na Gravadora Chantecler, além do contrato de 01 ano de apresentações na Rádio Nove de Julho e na Rádio Aparecida. Paralelamente vinha desenvolvendo sua carreira como compositor, gravando com intérpretes de renome na época. No ano de 1974 lançou uma nova dupla com o nome de Scoth e Smith, apadrinhados por Sebastião Victor e Benedito Seviero, tendo gravado pela Gravadora Chantecler dois LPs, e participado do Programa Linha Setaneja Classe A, pela Rádio Record de São Paulo, um dos programas líderes de audiência entre o público sertanejo. Esta dupla chegou a mudar de nome depois para Tomaz e Timóteo. Mas a grande guinada em sua carreira veio no ano de 1978, quando a dupla Tião Carreiro e Pardinho se separou. Tião Carreiro, conhecido como "o maior violeiro do Brasil", convidou então o José Plínio para com ele formar uma dupla, e o batizou com o nome de Paraíso. Juntos gravaram 04 LPs pela Gravadora Continental, até o ano de 1981, quando a dupla Tião Carreiro e Pardinho voltou a gravar juntos, e Paraíso seguiu sua carreira de compositor e produtor de discos. Como Produtor Musical destacam-se inúmeros artistas, como Cézar e Paulinho, que além de terem sido produzidos por Paraíso, estouraram com seu primeiro grande sucesso como autor, a música "Noite Maravilhosa". Nesta época, iniciou uma parceria fecunda com José Fortuna, destacando-se entre suas primeiras parcerias a obra "O Ipê e o Prisioneiro". Esta união musical se mantém até hoje, passando a seus cuidados a administração de todo o repertório de José Fortuna. São também seus parceiros de composições: Moacyr dos Santos, Jesus Belmiro, Benedito Seviero, Lourival dos Santos, José Caetano Erba, Wally Macedo, Tião Carreiro, Tinoco, Mococa, etc... em obras famosas como: "Saco de Ouro", "A Loira do Carro Branco", "Fazenda São Francisco", "Mala Amarela", "Franguinho na Panela", e tantas outras. Algo a destacar em sua carreira como Produtor de Discos foi a descoberta da dupla João Paulo e Daniel, levados por Paraíso à Gravadora Chantecler, e tendo gravado seus dois primeiros LPs por seu intermédio e produção naquela Gravadora. No ano de 1986 formou com Mococa a dupla Mococa e Paraíso, atuando juntos até os dias de hoje. Após terem gravado diversos CDs, a dupla lançou recentemente pela gravadora Arlequim seu 1º DVD "Mococa & Paraíso e Convidados", com as participações de Sérgio Reis, Bruno e Marrone, Cézar e Paulinho, Chico Rey e Paraná, Beth Guzzo, entre outros convidados. Acrescenta-se que neste DVD há um registro histórico dos anos 80 com um número musical de Tião Carreiro e Paraíso, gravado na TV Cultura de São Paulo, no Programa Viola Minha Viola. Paraíso foi reconhecido em sua terra natal Elias Fausto, tendo sido agraciado com o Título de Cidadão daquele município no ano de 1997. Atualmente, Paraíso além da dupla com Mococa, milita na área dos Direitos Autorais, tendo sua própria Editora e Gravadora que é a Fortuna Musical Edições Ltda, administrando e produzindo o repertório de diversos autores e intérpretes do universo sertanejo. DE: RECANTO CAIPIRA

sábado, 8 de setembro de 2018

LS JACK

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. LS Jack foi uma banda de rock alternativo brasileira formada em 1997 na cidade do Rio de Janeiro. A banda ficou parada por 6 anos devido a complicações cardiorrespiratórias causadas ao vocalista Marcus Menna durante uma lipoaspiração mal-sucedida em 2004, deixando-o em estado de coma por mais de dois meses, além de sérios problemas de coordenação motora. História O LS Jack começou, quando alguns estudantes de música decidiram montar uma banda chamada L'Acid Jazz para tocar na noite carioca.[1] Influenciados por diversos artistas como Michael Jackson e James Taylor Quartet, adquiriram experiência suficiente para compor as primeiras canções, misturando rock, pop, funk, jazz, hip hop e black music. Mudaram o nome para LS Jack um jogo de palavras com o acid jazz e já com algum repertório próprio, mas sem disco nem gravadora, conseguiram uma apresentação nos programas de Luciano Huck e Xuxa. Depois disso, não demorou para Marcus Menna (voz e violão), Sérgio Morel (guitarra e teclados), Serginho Ferreira (guitarra), Vitor Queiroz (baixo), Alessandro Barros (saxofone) e Bicudo (bateria) estourarem em todo o país. O primeiro álbum, auto-intitulado, LS Jack lançado em 1999 trouxe o hit "Você Chegou", além de "Go Back", dos Titãs e "Quase Um Segundo", do grupo Os Paralamas do Sucesso. Em 2000 chegou Olho por Olho, Gente por Gente, em que a banda foi mais a fundo em busca de sua identidade. Os grandes destaques do trabalho foram "U Q Fazer", "O Tempo" e "Não Chores Mais". A cantora Luiza Possi ainda fez uma participação especial na faixa "Mil Vezes". Foi, entretanto, apenas em 2002 que o grupo se tornou um dos mais populares do país. O lançamento do terceiro disco em 2002, intitulado V.I.B.E.: Vibrações Inteligentes Beneficiando a Existência, trouxe dois dos maiores sucessos de toda a carreira do LS Jack até então: "Carla" e "Uma Carta". As duas canções estiveram entre as mais tocadas do ano e renderam diversas turnês por todo o Brasil, além de aparições nos principais programas da televisão, totalizando 200 mil cópias vendidas. Pouco antes de soltar o novo trabalho, um desentendimento num aeroporto, envolvendo a banda e os pagodeiros do Art Popular, acabou em agressões físicas de ambas as partes. O caso foi amplamente divulgado pela mídia e tudo foi esclarecido. Logo após chegou Tudo Outra Vez, lançado em 2003. Feito em parceria com o renomado produtor Rick Bonadio, o álbum manteve o LS Jack em alta com "Sem Radar", "Espírito Meu" e "Amanhã Não Se Sabe". O grupo foi abalado pelo acidente sofrido pelo vocalista Marcus Menna em 2004 decorrente a reação alérgica ao medicamento Dipirona injetável tomado durante a recuperação de uma lipoaspiração. No mesmo ano a banda lançou o o álbum Jardim de Cores, que já estava sendo preparado antes do incidente. Em 2005, a banda apresentou um novo projeto chamado O Salto com o vocalista Fabio Allman, pois Marcus Menna ainda se recuperava do acidente. O Salto lançou os álbuns A Noite É dos que Não Dormem e O Possível e o Impossível Em 2010 a banda iniciou uma turnê em comemoração dos dez anos de banda, com a volta de Marcus Menna aos vocais,Serginho Ferreira (guitarra), Vitor Queiroz (baixo) e Bicudo (bateria) . Seu primeiro show foi no dia 1° de maio na Festa Nacional da Cerveja, em Divinópolis- MG. Em 2011 a banda fez diversos shows pelo sul do pais. Em fevereiro de 2012 a banda relançou o álbum Jardim de Cores com a faixa bonus "Brincar de Viver" com show comemorativo no estúdio da Multishow-FM e desde então, a banda vem se apresentando em diversas cidades do País. Antes de se chamar "LS Jack", a banda se chamava L-Acid Jazz. Com o fim da LS Jack, em 2005 os ex-integrantes uniram-se ao vocalista Fabio Allman com o intuito de criar uma nova banda, O Salto, que já lançou seu primeiro disco denominado A Noite é dos que Não Dormem. Já o vocalista Marcus Menna, reiniciou sua carreira musical em 2006 e montou uma nova banda, chamada V.I.B.E. 6. A banda voltou a tocar em 2010 com a formação original, inclusive Marcus Menna, e sem Sérgio Morel. O primeiro show da volta foi realizado em maio de 2010 na Festa da Cerveja em Divinópolis-MG.

ADÃO DA VIOLA

Adão José Angrisanis, nasceu em Maracaí, no estado de São Paulo, no dia 21 de junho. Começou na carreira muito cedo, por influência da família circense, e se dedicou à música, cantando as composições do pai, Carrapicho, e logo fazendo dupla com a irmã mais nova, Eva. Em 1962 gravou seu primeiro disco como a dupla “Adão e Eva”, pela extinta Copacabana, participando de diversos programas de TV, pelas mãos dos empresários Sebastião Ferreira e Genival Melo, dois ícones do show business. A dupla terminou, mas Adão seguiu formando outras duplas, até que em 1968 começou a trabalhar em estúdios como músico e, logo, produtor. Seu enorme talento lhe deu a oportunidade de trabalhar e produzir nomes como Trio Parada Dura, Gilberto e Gilmar, Tonico e Tinoco, João Mineiro e Marciano, Cézar e Paulinho, Gino e Geno, Chitãozinho e Xororó, Silveira e Barrinha, Silveira e Silveirinha, Mococa e Moraci, Mococa e Paraíso, Pedro Bento e Zé da Estrada, Abel e Caim, Liu e Léu, Suzamar, Gentil Rossi, Beth Guzzo, Moacyr Franco, Jackson Antunes e muitos outros. Hoje, depois de muitas formações, Adão fez parceria com Nenê Carllos. Texto: Sandra Cristina Peripato

AS GALVÃO

Mary Zuil Galvão, nasceu em Ourinhos, no interior do estado de São Paulo, no dia 04 de maio de 1940; e Marilene Galvão nasceu em Palmital, também no interior do estado de São Paulo em 27 de abril de 1942. Com o incentivo dos pais, o alfaiate Bertholdo e a costureira Maria, a dupla se formou em 1947 quando elas tinham 7 e 5 anos de idade, respectivamente, na pequena cidade de Sapezal/SP (hoje Distrito de Paraguaçu Paulista). Foi na Rádio Club Marconi, de Paraguaçu Paulista, no ano de 1947, que Mary e Marilene nasceram artisticamente como Irmãs Galvão. Incentivadas pelos pais, Bertholdo e Maria, e por Mário Pavanelli, a estréia foi em um programa comandado por Sidney Caldini. Depois de passarem pelas rádios Difusora de Assis/SP, e Cultura de Maringá/PR, elas sonhavam ir para São Paulo. A oportunidade veio por meio do Dr. Miguel Leuzi, proprietário de uma rede de emissoras, que recomendou-as para uma apresentação na Rádio Piratininga de São Paulo. Lá chegando, foram inscritas em um programa de calouros, “Torre de Babel”, sob o comando de Salomão Ésper. Não concorreram ao prêmio mas cantaram, encantaram e se tornaram profissionais da emissora. A boa repercussão da participação rendeu-lhes uma melhor oferta para cantarem na Rádio Nacional, atual Globo e, em seguida, um contrato pela Rádio Bandeirantes, para os programas “Na Serra da Mantiqueira”, apresentado por Comendador Biguá, e “Brasil Caboclo”, por Capitão Barduíno. Agradaram em cheio e foram procuradas e contratadas por Diogo Mulero, o “Palmeira”, diretor artístico da RCA Victor. Veio, então, o primeiro 78 rotações da carreira e a agenda, já bem recheada de shows, ficou repleta de compromissos devido ao sucesso que as músicas “Carinha de Anjo” e “Rincão Guarani” faziam nas rádios de todo o Brasil. Além da RCA, ao longo da carreira a dupla passou pelas gravadoras Chantecler, CBS, Phillips, Continental, Warner e, atualmente, a Atração. Circos, estúdios de rádios, teatros, ginásios, clubes, casas de cultura, praças. Por onde passavam deixavam impressos o valor, a dignidade e o respeito com que a música sertaneja pode e deve ser levada ao público, seja ele urbano ou rural. Mary e Marilene sempre se preocuparam com tudo em suas apresentações, principalmente com a maneira de vestir-se. O povo do campo se prepara com o que tem de melhor para ir às festas da cidade, daí o empenho de ambas em vestir suas melhores roupas, em respeito e retribuição ao público de modo geral, que sempre teve e tem para com elas, além de admiração, o maior carinho. O sucesso dos primeiros programas exclusivamente sertanejos na televisão garantiu uma posição de prestígio a este gênero musical, que passou a ser mais executado do que a chamada “música urbana”. E as Irmãs Galvão sempre estavam entre as figuras de proa no “Viola, Minha Viola”, “Som Brasil”, “Canta Viola”, “Especial Sertanejo” e “Musicamp”, entre outros. Este fato alavancou a comemoração do Cinquentenário da Música Sertaneja em um espetáculo realizado no Estádio do Pacaembu, tendo entre seus apresentadores nomes importantes como José Russo, Carlito Martins e Geraldo Meirelles. Em 1985, o Maestro Mário Campanha começa a produzir os discos da dupla e com ela inaugurar uma fase mais moderna. Assim, em 1985, lançam a lambada “No Calor dos Teus Abraços” e, com este LP, ganham Disco de Ouro, o que as projeta nacional e internacionalmente, com músicas tocadas em Portugal, no Canadá e na Suíça. Outros discos e prêmios vieram, entre os quais Prêmio Sharp, Prêmio Caras de Música e indicação ao Grammy Latino. Foi nesta fase que sentiram a necessidade de uma mudança e consultando a numerologia feita por Baralites Campanha, adotaram o nome As Galvão, sem deixarem de ser Irmãs. “No Calor dos Teus Abraços”, “Pedacinhos”, “Coração Laçador”, “Menino Canoeiro”, “Lembrança” e “Beijinho Doce” (originalmente gravada pelas Irmãs Castro, em quem se espelharam no começo da carreira) são alguns de seus sucessos. “Pecado Louro”, “Não Me Abandones” e “Apenas Um Pecado”, lançadas pelas Galvão, foram, mais tarde, regravadas por várias duplas. A cada show que faz, o duo sabe da responsabilidade de dar o melhor de si no palco e intui o que o público está querendo ouvir. E é o público, então, quem passa a ser o diretor musical do espetáculo. Um fato que deixa Mary e Marilene felizes é saber que suas canções já embalaram muitos romances por todo o Brasil. As Galvão não se esquecem jamais de sua história de vida. E Sapesal/SP faz parte desta história. Foi lá que passaram uma parte da infância e foi de lá que, junto com os pais, seu principais incentivadores, partiram em busca da concretização dos seus sonhos. Depois de um longo caminho feito de dificuldades, lutas e também muita esperança, o sonho de encantar o Brasil com suas belas vozes foi realizado, tanto que o radialista Toni Gomide, carinhosamente, intitulou-as “As Vozes do Século”. Um palco, um microfone. É assim que a dupla se sente “em casa” e dá seu melhor recado, contando “causos” e cantando. E tudo de forma simpática, engraçada, comovida, sincera e afetuosa. De: Recanto Caipira

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

JOAQUIM E MANOEL

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Joaquim & Manuel é uma dupla de cantores de sertanejo romântico radicada no Brasil. Na estrada a mais de 30 anos, teve sua primeira formação com Vitorio Nochi (como "Joaquim") e Roberto Paschoa (como "Manuel.") Em sua segunda formação, após o falecimento de Roberto, Otávio Corrêa assumiu a posição de "Manuel." Em 1997, Otávio se afastou da dupla, que teve sua terceira formação, com Edvaldo Santos como "Manuel." A dupla emplacou vários sucessos, entre eles Som de cristal, Minha música, Avenida boiadeira e a música que os alavancou nacionalmente, Boate azul. Esse grande sucesso foi regravado por dezenas de artistas, especialmente por Matogrosso & Mathias, contando com a participação especial dos próprios Joaquim & Manuel, em DVD. Tanto Boate azul, como Som de cristal, são de autoria dos compositores Benedito Seviero e Tomaz. História Vitorio Nochi passou a ser "Joaquim" em 1976. Seguindo a dica do humorista Murilo de Amorim Correia, que também era produtor da gravadora CBS, inventou uma dupla com um estilo diferente. O que eles chamavam de "lusitano satírico" era uma espécie de Roberto Leal, em suas vozes, e mais escrachado. Ainda sem nome definido, pensava em algo enquanto tomava um café na padaria. Ao olhar para frente, viu os portugueses Joaquim e Manuel servindo seus clientes. Era aquilo: sua dupla levaria o nome dos sócios da padaria. Ele seria "Joaquim" e seu par, quem quer que fosse, seria o "Manuel. O primeiro "Manuel," Roberto Paschoa, morreu aos 37 anos, vítima de complicações duma cirrose. Vitorio, então, abandonou o "lusitano satírico" e investiu em sertanejo, um estilo que dava o que falar naqueles meados de anos 80, em São Paulo. Com o segundo "Manuel," Otávio Corrêa, gravou Boate azul, dando projeção nacional à dupla. Com a saída de Otávio, em 1997, Edvaldo Santos assumiu o papel de "Manuel. No ano de 2007 a dupla lançou um novo CD intitulado Homenagem a polícia rodoviária. Otávio Corrêa faleceu no dia 19 de maio de 2018, vítima de um câncer.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

MUNDO DIGITAL PRODUÇÕES

Anúncios, propagandas e mensagens em carro de som. Panfletagens. Locuções em portas de lojas e eventos. Instalação de rádio corporativa: comercial, educativa e religiosa. Fones: 9-9637-9038 ou 9-9869-5236. Falar com Claudimir Ramos ou Elaine Azevedo.

ALMIR ROGÉRIO

Nestor de Medeiros, mais conhecido como Almir Rogério, nasceu no dia 12 de julho na cidade de Bragança Paulista, no estado de São Paulo. Começou a cantar aos oito anos de idade, em programas infantis, em sua terra natal. Profissionalmente, começou cantando na TV Cultura em 1966, no Programa "Show Jovem". Ficou um ano como free-lancer e, em 1968, foi contratado com exclusividade pela TV Excelsior, onde era atração principal no Programa "N. S. Show". Nesta época gravou seu primeiro disco compacto no selo Copacabana, com as músicas "Onde Andará Meu Amor" e "Agradeço a Este Amor". Depois assinou contrato com "Barros de Alencar Produções Artísticas" onde gravou a música "Triste", que foi grande sucesso na época. Seu primeiro LP foi lançado em 1973. Em 1978 participou do programa de televisão "Galãs Cantam e Dançam", apresentado por Sílvio Santos na TVS. Mas foi em 1982 que ele se consagrou com o sucesso "Fuscão Preto", que caiu no gosto popular e vendeu cerca de um milhão e meio de discos. A canção rendeu ao cantor vários prêmios, e ele se tornou uma figura conhecida em todo o Brasil. Em 1983, participou do filme "Fuscão Preto" ao lado da apresentadora Xuxa Meneghel. Em seguida fez sucesso com "O Motoqueiro", uma continuação de sua autoria para "Fuscão Preto". Gravou também "Copo de Cerveja" e "Charrete Azul". Teve composições gravadas com sucesso por outros intérpretes como "Se Deus Me Ouvisse", por Chitãozinho e Xororó e "Amor, Amor, Amor", por Gilberto e Gilmar. DE: Recanto Caipira Texto: Sandra Cristina Peripato

ALAN E ALADIN

Edmilson Fernades Machado (Alan), nasceu em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, no ano de 1962. José Nascimento Cardoso (Aladim), nasceu em Visconde do Rio Branco, no estado de Minas Gerais, no ano de 1956. Iniciaram a carreira em 1978, e gravaram o seu primeiro LP no ano de 1980, pela gravadora CBS/Sony Music com ajuda de Marciano, da dupla João Mineiro e Marciano. Na época a CBS estava investindo na área sertaneja, contudo fecharam seu departamento sertanejo e eles viram-se novamente sem gravadora. Mais uma vez Marciano os apoiou, levando a dupla para a Copacabana onde permaneceram até o último LP. Em seu 1º LP pela nova gravadora fizeram sucesso com a música "Parabéns Amor", mesmo assim ficaram quase três anos sem gravar. Gravam mais três álbuns, sendo um no ano de 1987 que vendeu quase um milhão de cópias e os consagrou em todo Brasil, um segundo no ano de 1989 que vendeu 200 mil cópias, cinco meses depois já haviam vendido 500 mil repetindo o sucesso do disco anterior e ainda o último álbum da formação original, que emplacou o sucesso "Remédio ou Veneno", no ano de 1991. Os Maiores sucessos de Alan e Aladim foram as músicas "Dois Passarinhos" e "Liguei Pra Dizer que te Amo". Infelizmente, a formação original terminou em 1º de Outubro de 1992, quando Aladim faleceu em decorrência de uma corriqueira cirurgia dentária aos 35 anos, já que o cantor desenvolveu uma certa alergia a anestesia, que lhe causou parada respiratória deixando dois filhos (8 e 2 anos na época). O último show de Aladim foi realizado na cidade de Cristalina, no estado de Goiás, a 120 km de Brasília. Após a morte do parceiro, Alan buscou novas parcerias, formando dupla com Alex, não obtendo boa aceitação, e também com Nando, ambos em 1995, com o qual também gravou um disco, mas não deslanchou. Em 1996, formou novamente a dupla, onde a gravadora Copacabana fez uma seleção para encontrar um substituto que assumisse o nome artístico de Aladim, e o parceiro escolhido desta vez foi com Patrick, um cantor de músicas italianas nas noites de São Paulo, adotando Allan e Alladim. Gravaram 05 álbuns. Após 11 anos da formação, se separaram. Atualmente forma dupla com Arnaldo dos Reis, irmão da dupla Gian e Giovani, mantendo o nome Alan e Aladim. DE: Recanto Caipira Texto: Sandra Cristina Peripato

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...