quarta-feira, 24 de junho de 2020

BARRERITO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Élcio Neves Borges, mais conhecido como Barrerito (São Fidélis, 22 de outubro de 1942 – Belo Horizonte, 12 de agosto de 1998), foi um cantor brasileiro de música sertaneja, ganhou destaque por integrar a segunda formação do Trio Parada Dura. Cantor, violonista e violeiro, Élcio Neves Borges nasceu em São Fidélis, no estado do Rio de Janeiro, em 1942. Iniciou sua carreira nos anos 60, fazendo dupla com Flor da Índia, Baianito, Criolo e Creone, este último com quem formou o conjunto sertanejo Trio Parada Dura a partir de 1976, ao lado de Mangabinha. Em 6 de setembro de 1982, um acidente de avião na cidade de Espírito Santo do Pinhal, interior do estado de São Paulo, deixou Barrerito paraplégico. Seu irmão, Parrerito, assumiu o lugar no trio durante o período em que esteve ausente e, posteriormente, em 1987. Iniciou carreira solo como o "Cantor das Andorinhas", em 1987, quando gravou seu primeiro LP, chamado Onde Estão Os Meus Passos, pela Copacabana, com destaque para a faixa-título, em parceria com Carlos Randall e Nilza Carvalho. Barrerito gravou 9 LPs pelos selos Copacabana e RGE. Ganhou dezenove discos de ouro e oito de platina, sempre com a ajuda de Nilza Carvalho, com quem viveu maritalmente até 1990. Era o único artista que gravava um LP em apenas 24 horas, o que causava surpresa nos técnicos da gravadora.[2]Apesar de ser paraplégico, o cantor era muito vaidoso: usava anéis e colares de ouro, além de cortes de cabelo incomuns. Em 1991, chegou a ser preso por ter atirado para o alto, assustando um frentista, que riu de sua aparência.[3] No ano de 1998, Barrerito fundou o Trio Alto Astral, juntamente com Voninho e Creone, com quem voltou a formar uma dupla sertaneja. Chegaram a lançar um CD, intitulado Dor de Cotovelo, e a fazer aparições em alguns programas de TV, mas o trio não durou, pois Barrerito acabou falecendo neste mesmo ano, vítima de um infarto, aos 55 anos. Em 2017, a gravadora Águia Music lançou o CD intitulado Barrerito Eternamente um Ídolo, composto por músicas inéditas resgatadas de uma fita K7.

sábado, 20 de junho de 2020

TRIO ESPERANÇA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Trio Esperança é um conjunto vocal de doo-wop e soul formado no Rio de Janeiro em 1958 pelos irmãos Mário, Regina e Evinha. Estreou em 1961 no programa de calouros de Hélio Ricardo e em seguida passou a apresentar-se no programa de José Messias, na Rádio Mundial, do Rio de Janeiro, O sucesso foi atingido com o lançamento de Filme Triste (Sad Movie, versão de Romeu Nunes), incluído no LP "Nós Somos Sucesso" em 1963, ao lado da música, O Sapo (Jayme Silva e Neuza Teixeira). O trio apresentou-se no programa Jovem Guarda, da TV Record, de São Paulo, destacando-se com Meu Bem Lollipop (My Boy Lollypop, versão de Gerson Gonçalves), Festa do Bolinha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Gasparzinho (Renato Correia). Em 1968 a cantora Evinha deixou o grupo e passou a atuar sozinha, conseguindo o primeiro lugar, no "IV FIC", com a música, Cantiga por Luciana (Paulinho Tapajós e Edmundo Souto). Integrado por outra irmã, Marisa, o conjunto gravou o LP "Trio Esperança", em 1970, com Primavera (Cassiano e Rochael); "Trio Esperança", em 1971, com Na Hora do Almoço (Belchior); "Trio Esperança", em 1974, com Arrasta a Sandália (Roberto Correia e John Lemos); e "Trio Esperança", em 1975, com Marambaia (Henricão e Rubens Campos), todos na EMI-Odeon. Residindo na Europa, as irmãs Eva, Regina e Marisa continuam ativas.

sábado, 13 de junho de 2020

LENO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Gileno Osório Wanderley de Azevedo (Natal, 25 de abril de 1949), mais conhecido como Leno, é um cantor, compositor e guitarrista brasileiro. Começou sua carreira musical durante a Jovem Guarda. Após participação em bandas, foi descoberto por produtores da antiga CBS (atual Sony BMG) e formou com Lílian Knapp a dupla Leno e Lilian, que emplacou sucessos como "Pobre Menina" e "Devolva-me". Desentendimentos entre a dupla acarretaram em sua separação ainda no período da Jovem Guarda. Porém, antes, Leno já tinha lançado dois trabalhos solo em 1968 e 1969. Além disso, era fornecedor de músicas para diversos artistas da época, principalmente a banda carioca Renato e Seus Blue Caps. Em 1971, grava o primeiro disco gravado em 8 canais no Brasil, Vida e Obra de Johnny McCartney, que contou com a produção do até então desconhecido compositor baiano Raul Seixas e do cantor e compositor gaúcho Luís Vagner, além da colaboração do letrista Arnaldo Brandão. Porém, na época foi lançado apenas um compacto duplo com quatro canções do álbum, e o álbum completo viria a ser lançado apenas em 1995. Em 1972, reuniu-se com Lílian e retomaram a dupla, mas sem o brilho de outrora. Em 1976, lança Meu nome é Gileno, com músicas próprias (como a regravação de "Grilo City", do disco de 1971) e regravações como "Luar do Sertão" (do poeta Catulo da Paixão Cearense) e "Me deixe mudo", do compositor e músico experimentalista Walter Franco. Nos anos 80, ficou na ativa, lançando alguns discos. Nos anos 90, participou de uma série de homenagens feitas à Jovem Guarda, ao lado de outros grandes nomes do movimento como Jerry Adriani, Wanderléa e sua ex-parceira Lílian, com quem mantém relação amistosa até hoje. Atualmente, continua dedicado à música, tendo lançado um DVD comemorativo de seus anos de estrada.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

ANTÔNIO, ANTONINHO E DARCY

Wandir Wanderlei Stefanato (Antônio) nasceu em Bocaina, no interior do estado de São Paulo, em abril de 1938. José Antônio Stefanato (Antoninho) nasceu em São Paulo/SP, em setembro de 1941. Aos 7 anos de idade Wandir (Antônio) já cantava com seu irmão Marcelino, e encantava a todos os habitantes da cidade e redondezas; isso por volta de 1945; no mesmo ano mudaram-se para São Paulo; nessa época o mano mais novo, Antônio, já demonstrava seus pendores musicais. Apresentara-se em um programa de calouros-mirim no clube do bairro onde residiam, e ganhara o primeiro prêmio como cantor; chegou em casa todo satisfeito e mostrou ao maninho o valor do prêmio: Cr$ 5,00. José Antônio Stefanato (Antoninho), que por essa época já contava seus 7 anos, ficou todo cheio de inveja e pediu ao irmão que repartisse o dinheiro consigo, ao que respondeu Antônio, que se quisesse dinheiro, que fosse lá cantar lá também. Então decidiram ir juntos. De fato, no domingo seguinte, lá estavam eles, depois de haverem ensaiado a semana toda, e ao terminaram o número "Cortando Estradão", de autora de Anacleto Rosas Jr. Foi um verdadeiro delírio por parte do público. Com calorosa salva de palmas a platéia pedia "bis". Cantaram então a célebre toada "Chico Mineiro", grande sucesso gravado por Tonico e Tinoco, e arrebentaram o primeiro prêmio no valor de Cr$ 30,00. Nessa altura, o pai dos famosos garotos, Sr. Humberto Stefanato, começou a prever o futuro dos garotos e desde então iniciou a luta para lançá-los no rádio. Conseguiu inscrevê-los como concorrentes no veterano programa "Calouros na Roça" de Chico Carretel. Conquistaram o primeiro lugar, e foram muito aplaudidos, no dia 06 de novembro de 1949. Em 18 de dezembro voltaram pela segunda vez ao programa e ganharam novamente o primeiro lugar. Quando, pela terceira vez o Sr. Humberto foi fazer a inscrição dos filhos no mesmo programa, o diretor do mesmo (Chico Carretel), não os aceitou mais como calouros, pois ganhariam na certa. Tomaram parte no programa, mas sem concorrer aos prêmios, pois já eram considerados pelo público, artistas profissionais. Por esse tempo, já se apresentavam em quase todos os shows da dupla Tonico e Tinoco, e agradavam cada vez mais. Foi quando o Sr. Humberto conseguiu colocá-los no programa "Bandeirantes-Mirim" da Rádio Bandeirantes, animado pelo Sr. Dárcio Ferreira. Em abri de 1951, foram para a Rádio Difusora, para cantarem no programa "Club Papai Noel" de Homero Silva, onde permaneceram por mais de três anos. Em novembro de 1954, passaram a atuar na Rádio Nacional de São Paulo, no Programa "Alvorada Cabocla", de Nhô Zé, onde cantaram durante sete meses, tendo em junho de 1955, voltado para a Bandeirantes, desta feita para o Programa "Brasil Caboclo", de Capitão Barduíno. Lá cantaram durante um ano e meio, e depois, a convite do Comendador Biguá, foram tomar parte do Programa "Rancho do Biguá", que era transmitido pela Rádio Tupi de São Paulo. Veio, então, o Sr. Humberto a conhecer a jovem sanfoneira Darci, que se apresentava na Bandeirantes. Gostou do estilo da exímia instrumentista e convidou-a para participar de um trio que receberia o batismo definitivo de "Antônio, Antoninho e Darci". Logo, maiores oportunidades estariam reservadas para o trio. Vencido o contrato com a Tupi, voltaram para a PRH-9. Surgiu então, o primeiro convite para gravar discos, pela gravadora Chantecler, onde por indicação de Alberto Calçada, Palmeira, diretor artístico da etiqueta do galo estilizado, não teve dúvidas em realizar uma gravação com o trio. Na mesma época, procurava a Todamérica, com o setor sertanejo sob a direção de Cascatinha, valorizar mais o seu "cast" da especialidade. Mais um amigo se interessou por Antônio, Antoninho e Darci: o popular Paiozinho. Indicando-os como donos de grande futuro, fez com que Cascatinha reconhecesse o valor do trio e os levasse para a prestigiosa marca, onde gravaram os números "O Engraxate" e "Índio Guarani". - Tirado de: Recanto Caipira

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...