sábado, 19 de outubro de 2019

JUANITA

Juanita, ou Maria Helena Viollin Garcia, nasceu na cidade de Catanduva/SP em 25/10/1954, mudou-se para São Paulo em 1957. Aos 5 anos de idade, Juanita aprendeu a tocar acordeon, participou do primeiro programa de calouros mirins,na Rádio Cacique - SP, chegando a conquistar o 1º lugar. Aos 16 anos de idade já era "proprietária" da Carteira da Ordem dos Músicos e participou do grupo "Garotas de Prata". Logo mais, o maestro Daniel Salinas criou um coral chamado: "Coral do Carlinhos", vindo então participar dos trabalhos de outros artistas da época. Mais tarde, através do Produtor Musical Hélio Costa Manso, surge o grupo "Harmony Cats". Esse grupo era formado por 5 mulheres: Heleninha, Cidinha, Rita, Vívian e Maria Amélia. Postado por Unknown às 23:15

terça-feira, 8 de outubro de 2019

ALMIR SATER

Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, em 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar Direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre. Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979 resolveu tentar a sorte na capital paulista, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto "Vozes & Violão", apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, "Almir Sater", em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982 - RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões. Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a música do povo sul mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater Instrumental (1985 - Som da Gente), que misturava gêneros regionais - cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés - com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador. Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, "Trem de Lata" e "Missões Naturais". Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta Bonito (1989 - Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano. Convidado para trabalhar na novela "Pantanal" da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como "Comitiva Esperança" (cantada em dupla com Sérgio Reis) e "Um Violeiro Toca" (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela "A História de Ana Raio e Zé Trovão", também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música. Gravou ainda Instrumental II (1990 - Eldorado), Almir Sater ao Vivo (1992 - Sony), Terra dos Sonhos (1994 - Velas) e Caminhos me Levem (1997 - Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela "O Rei do Gado", da TV Globo. Recanto Caipira

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CARLOS CÉZAR E CRISTIANO

João Carlos Cezar Dorácio, o grande cantor e compositor Carlos Cézar, nasceu em 02 de junho de 1942, porém foi registrado no dia 08 de agosto, na cidade de Pradópolis, no interior do estado de São Paulo. Antonio Caires Dourado (Cristiano), nasceu no dia 24 de novembro de 1955 em Piacatu, no estado de São Paulo. Quanto à formação da dupla, tudo começou numa reunião de amigos, com Cristiano fazendo a primeira voz, e a segunda voz, a cargo de Carlos Cézar e, em dado momento, espontaneamente, eles inverteram os papéis, dentro da mesma música, sem interrupção. Tal entrosamento animou Carlos Cézar e Cristiano a formar a dupla. Ambos já lutavam bastante por uma carreira artística. Carlos Cézar como cantor, compositor, letrista, instrumentista e produtor, com brilhantes participações em festivais diversos, tanto na MPB como também na música sertaneja. Carlos Cézar conseguia compor com incrível facilidade, chegando inclusive a musicar os versos ao mesmo tempo em que lia a letra da música. Juntamente com José Fortuna, Carlos Cézar compôs mais de uma centena de músicas, gravadas por diversos intérpretes. A consagração de Carlos Cézar como compositor e parceiro de José Fortuna aconteceu por ocasião do II Festival Record (em 1979, apresentado por Geraldo Meirelles), no qual os dois compositores conquistaram três primeiros lugares, com todos os méritos: "Riozinho" (José Fortuna e Carlos Cézar) foi defendida pelas Irmãs Galvão, com o próprio Carlos Cézar acompanhando-as com o violão, e conquistou o primeiro lugar, tendo sido considerada como sendo a melhor letra, dentre mais de 13.000 concorrentes. "Berrante de Ouro" (José Fortuna e Carlos Cézar) foi a segunda colocada e também arrebatou o prêmio de melhor melodia, tendo sido defendida por "Josemar e Joselito", juntamente com José Fortuna, Carlos Cézar e Pitangueira. E "Brasil Viola" (José Fortuna e Carlos Cézar) contou com a belíssima interpretação do Duo Ciriema, mais um excelente grupo de Catireiros, e conquistou o terceiro lugar, além do prêmio de melhor interpretação. Ainda naquele ano, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo oficializou a composição feita também em parceria com José Fortuna, "Hino do Trabalhador Brasileiro" (Carlos Cézar e José Fortuna). Dois anos depois, em 1981, Carlos Cézar e José Fortuna voltaram a conquistar o primeiro lugar no mesmo Festival com a composição "O Vai e Vem do Carreiro" (Carlos Cézar e José Fortuna). O jovem Cristiano, por outro lado, com sua voz excepcional e vibrante, além de bastante sensibilidade, também desenvolveu de forma brilhante a arte da Oratória. Desiludido, após tantas diferentes tentativas, já quase desistindo de tudo, Cristiano acabou tendo a intuição de procurar por Carlos Cézar, que já vinha se tornando famoso por suas já bastante requisitadas composições, inclusive em parceria com José Fortuna, que, por sinal, também foi um grande incentivador e padrinho da nova dupla que se formava, após ter testemunhado o maravilhoso entrosamento musical de ambos. A dupla chegou a ser conhecida na época como "A Nova Maravilha Sertaneja", com o modo de interpretar, a instrumentação, o repertório e o visual bastante originais e inovadores, sem no entanto ferir o velho estilo caipira raiz. Carlos Cézar e Cristiano atraíam uma média de 15.000 pessoas em suas diversas apresentações ao ar livre, nas diversas cidades por onde passavam. Além de composições próprias, Carlos Cézar e Cristiano também gravaram diversas versões de músicas originalmente nos idiomas inglês e espanhol. E, nesse caso, faziam questão de cantar alguns trechos das músicas em espanhol, pois consideravam que o grande público não estava sendo enganado: sabia que ouvia de fato uma versão. No início da década de 80, antes mesmo de gravar o primeiro disco, a dupla já havia conquistado um enorme sucesso, de modo que haviam feito um contrato com o Governo do Estado de São Paulo (até 1982), pelo qual percorreram o interior paulista em caravanas diversas, nas quais eram bastante aplaudidos. Em Novo Horizonte, por exemplo, a tourneé se prolongou por quase uma semana. O último show de Carlos Cézar e Cristiano foi no dia 06 de abril de 2002 na cidade de Mogi Guaçu/SP, na "Expo-Guaçu", numa noite inesquecível na qual a dupla dividiu o palco com Daniel. Carlos Cézar faleceu em Mogi Guaçu/SP no dia 06 de maio de 2002, vítima de insuficiência renal. E Cristiano ficou ausente do meio artístico durante 4 anos. Em 2006 o Cristiano acrescentou o sobrenome César, homenageando o antigo companheiro da dupla, e lançou seu primeiro CD-solo, intitulado "Trem Ajeitado", pela gravadora Atração Fonográfica. Além de algumas composições próprias, o CD contém dois antigos sucessos da dupla que são "Moça Caminhoneira" e "O Vai e Vem do Carreiro". Em dezembro de 2007 a Academia Guaçuana de Letras homenageou Carlos Cézar, no evento que se realizou no auditório Professor Geraldo Ferreira Gonçalves, na cidade de Mogi Guaçu, que contou com a participação de sua esposa Virgína Keer (também compositora) e de sua filha Tammy César. Nessa homenagem, o acadêmico Capitão Mauro Martins dos Santos fez um pronunciamento sobre a marcante passagem do poeta sertanejo pela Academia e o acadêmico Maestro Barzon conduziu o Coral Familiar na interpretação da música "Terra Tombada". Texto: Sandra Cristina Peripato Recanto Caipira

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...