quinta-feira, 30 de abril de 2020

ZÉ VENÂNCIO E TIÃO MINEIRO

Vicente Venâncio (Zé Venâncio) nasceu em Tiros, no estado de Minas Gerais, em 10 de junho. Sua família transferiu-se para o estado de Goiás e fixou residência na cidade de Nazário. No final da década de 50 a família mudou-se para Anápolis, quando Vicente ainda era criança. Desde muito cedo o menino demonstrava tendências para cantar músicas sertanejas. Na década de 60 adotou o pseudônimo de Sereno, e formou dupla com Joventino de Jesus, residente na mesma cidade de Anápolis. Adotaram o nome artístico de "Sereno e Sereninho". Gravaram dois discos 78 rpm, sendo um pela gravadora Continental e outro, pela gravadora Califórnia. A dupla “Sereno e Sereninho” foi desfeita. Vicente abandonou o apelido de Sereno, e algum tempo depois usando o pseudônimo de "Zé Venâncio" formou dupla com Saulino. Em 1963 "Zé Venâncio e Saulino" gravaram um LP pela gravadora Califórnia. Zé Venâncio desde muito jovem acumulava às suas qualidades de cantador a de compositor da genuína música cabocla. Desfazendo a dupla com Saulino, transferiu-se para São Paulo, buscando novos horizontes para a sua arte, onde foi produtor, arranjador e proprietário de selo de gravação. Por motivos pessoais, em 1989 deixou a terra da garoa e voltou para Goiás, fixando residência em Goiânia, onde formou dupla com Tião Mineiro, em 2005. Sebastião Divino da Costa (Tião Mineiro) nasceu em Ituiutaba, no estado de Minas Gerais em 07 de janeiro de 1944. Sua família também se transferiu para Goiás quando o Sebastião era ainda muito jovem. Sebastião é dono de uma bonita primeira voz e formou algumas duplas em caráter amador, que acabaram dando em nada. Adotando o pseudônimo de "Tião Mineiro", chegou oficialmente ao disco, quando em 2002 gravou um CD ao lado do veterano violeiro "Jeromão". Surgia no cenário artístico goiano a dupla sertaneja "Jeromão e Tião Mineiro". Gravaram um CD com dezessete músicas. Jeromão e Tião Mineiro se separaram em 2003. Em 2005 Tião Mineiro formou dupla com Zé Venâncio. Essa dupla esbanja categoria cantando a nossa autêntica música sertaneja raiz e sertaneja romântica. Tião Mineiro possui uma excelente primeira voz e o Zé Venâncio uma segunda voz que é de se tirar o chapéu. A dupla se desfez com o falecimento do Tião Mineiro, ocorrido em 26 de agosto de 2015. Zé Venâncio formou novamente dupla com Saulino, e estão com um trabalho novo. Texto: Sandra Cristina Peripato - Tirado de:Recanto Caipira

domingo, 26 de abril de 2020

TUTA E TOTA

Filhos de Augusto Guerra (italiano) e Maria Arca (espanhola), os irmãos Oziel Guerra (Tuta), nascido em 29 de novembro de 1930, e Gérson Guerra (Tota), nascido em 02 de novembro de 1937, ambos na cidade de Itaí, próximo à Avaré, no interior do estado de São Paulo, onde passaram seus tempos de criança. Ainda jovens, Oziel e Gérson trocaram sua Avaré natal pela capital paulista onde, no início da década de 50, iniciaram a carreira artística na Rádio Nacional (hoje Rádio Globo), no programa "Alvorada Cabocla", que era apresentado por José de Moura Barbosa, mais conhecido como Nhô Zé, todas as quintas-feiras, cantando da mesma forma como já faziam nos sítios e fazendas onde moraram. Até que em 1956, atendendo ao convite do Comendador Biguá, trocaram a Rádio Nacional pela Rádio Bandeirantes, onde passaram a participar do programa "Brasil Caboclo", que era apresentado pelo Comendador Biguá e também pelo Capitão Barduíno. E, em paralelo, Tuta e Tota também trabalharam durante um ano ao lado do humorista Saracura na Rádio Tupi e também durante um ano na Rádio Record. Em 1960 Tuta e Tota, juntamente como o saudoso Nascim Filho, passaram a produzir e apresentar na Rádio Bandeirantes o programa "Bom Dia Sertão" que ia ao ar todos os domingos, permanecendo no ar até 1995. Em 1961, Tuta e Tota gravaram seu primeiro disco de 78 rpm pela gravadora Chantecler, com as músicas "Falso Juramento" e "O Preço da Mentira”, as quais são consideradas até hoje como sendo os maiores sucessos da dupla, e bastante solicitadas em programas de rádio e apresentações. Em 1968, gravaram ainda um compacto simples com "A Força do Amor" (Nascim Filho e Cláudio Durante), música essa que foi vetada pela censura da época... (composição musical que falava apenas de amor...). Tuta e Tota gravaram ao longo de sua carreira 1 disco 78 rpm, 3 LP's, 1 compacto simples e 1 CD. Tuta têm bastante destaque como compositor, com mais de 300 músicas gravadas por vários intérpretes como Tonico e Tinoco, Leôncio e Leonel, Zico e Zéca, Liu e Léu, Abel e Caim, Pedro Bento e Zé da Estrada, Lourenço e Lourival, Vadico e Vidoco, Zilo e Zalo e Mário e Marin, entre outros. Tuta e Tota viajaram por esse imenso Brasil em memoráveis apresentações, incluindo também diversos circos, por onde ajudaram a construir a história da genuína música caipira. A dupla se desfez com o falecimento de Tuta ocorrido em 17 de maio de 2017, aos 86 anos de idade. Texto: Sandra Cristina Peripato Tirado de: Recanto Caipira

sábado, 25 de abril de 2020

PAULO RICARDO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, (Rio de Janeiro, 23 de setembro de 1962) é um cantor, baixista, ator e compositor brasileiro. Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, cantor, compositor, intérprete, baixista, guitarrista, jornalista e ator, brasileiro. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 23 de setembro de 1962, no bairro da Urca. A relação com a música começou cedo. Na infância ouvia de Toquinho, Vinícius e Maria Creuza a Nat King Cole e as coletâneas das famosas Big Bands. Depois de morar no Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis, montou sua primeira banda em 1978, em São Paulo, com o amigo Ismael. Cursou Jornalismo na ECA da USP e após conhecer o tecladista Luiz Schiavon, formou uma nova banda, Aura, sem resultados expressivos. Em 1982 foi para Londres onde escrevia a coluna “Via aérea” sobre música europeia para a revista “SomTrês” e teve contato com as cenas tecnopop, new wave e o pós-punk, além dos expoentes do pop/rock britânico. As constantes correspondências com Luiz Schiavon, no Brasil, mantinham a amizade/parceria iniciada em 1978. Após seis meses voltou para o Brasil e com Schiavon montou a banda RPM juntamente com o guitarrista Fernando Deluqui e o baterista Moreno Junior, substituído em seguida por Paulo P. A. Pagni. O RPM começou a se apresentar em várias casas noturnas paulistanas e chamou atenção das gravadoras. Fechou um contrato inédito para cinco álbuns com a CBS. O disco Revoluções por Minuto, foi gravado nos estúdios Transamérica em São Paulo, entre 1984 e 1985, com produção de Luiz Carlos Maluly. O disco vendeu mais de 600 mil cópias. Em 1986 lançaram o álbum ao vivo Rádio Pirata ao Vivo, o qual foi dirigido por Ney Matogrosso, e que vendeu mais de 2,7 milhões de cópias por todo o país.[2] Em 1988 lançaram o álbum RPM (conhecido como Quatro Coiotes), que embora tenha vendido mais 200 mil cópias, não evitou que a banda acabasse no ano seguinte. Com o fim do RPM, Paulo Ricardo decide seguir em carreira solo. O primeiro trabalho foi produzido e arranjado por ele, juntamente com Fernando Deluqui e Guilherme Canaes. Lançado em 1989 intitulado “Paulo Ricardo”, trazia os hits “A um Passo da Eternidade” e “A Fina Poeira do Ar” com participação de Rita Lee. Em 1991 é lançado seu segundo álbum, “Psico Trópico” produzido por Liminha, onde o rock continuava pulsando. Em 1993, o trabalho seguinte teve o nome do RPM – “Paulo Ricardo & RPM”. Produzido por Mayrton Bahia e coproduzido por Guilherme Canaes, contava com Marco da Costa na bateria e Franco Jr nos teclados. Na guitarra estava novamente Fernando Deluqui que participou do álbum e na composição das canções. Destaque para “Ninfa”, música em parceria com Paulo P.A. Pagni. Em 1996, lançou o trabalho “Rock Popular Brasileiro”, onde fez uma releitura de vários clássicos do rock e do pop nacional. A participação de Renato Russo em “A Cruz e a Espada” se tornou um hit, 10 anos após seu lançamento com o RPM. A partir daí a carreira de Paulo Ricardo começou à trilhar o caminho do pop-romântico, mostrando a influência que Roberto Carlos sempre teve em sua adolescência. “O Amor me Escolheu” de 1997, mostra esta tendência e Paulo Ricardo gravou sucessos de Djavan, Jorge Ben, Fagner e apresentou o hit “Dois” em parceria com Michael Sullivan, incluída na trilha sonora da novela “Corpo Dourado” da Rede Globo, em 1998. “Dois” foi eleita a música mais tocada no Brasil naquele ano. A canção “Tudo por nada” - versão em português para “My heart can´t tell you no”, gravada por Rod Stewart em 1988 - foi o tema de abertura da novela “Pérola Negra” do SBT em 1998. Com “Amor de verdade” de 1999, Paulo Ricardo, expôs todo seu lado romântico e fez uma homenagem à Roberto Carlos. O trabalho é permeado por regravações do Rei e com destaque para a inédita "Como se fosse a primeira vez", parceria com Michael Sullivan, onde os compositores utilizaram títulos de músicas de Roberto Carlos para compor a canção. Já a música “Sonho Lindo” foi abertura da novela “A Usurpadora” do SBT em 1999. O álbum “Paulo Ricardo”, marcado novamente pelo conteúdo romântico, foi lançado pela Universal no ano 2000 e trouxe 13 canções, das quais 11 foram compostas com o parceiro Michael Sullivan. Em 2001, Paulo Ricardo regravou “Imagine”, música de John Lennon, que foi tema da novela “Estrela-Guia” da Rede Globo. A regravação e a versão em português foi autorizada pessoalmente à Paulo Ricardo por Yoko Ono, viúva do ex-Beatle. Ainda em 2001, Paulo Ricardo voltou a trabalhar com os parceiros do RPM e lançou o single "Vida Real", que é tema de abertura do programa Big Brother Brasil da Rede Globo. No final do mesmo ano teve início o trabalho com a MTV para lançamento de um especial do RPM com CD e DVD. O álbum "MTV RPM 2002", foi gravado ao vivo no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março 2002. O trabalho vendeu mais de 300 mil cópias do CD e 50 mil cópias do DVD. O ano de 2002 foi repleto de realizações. A Dreamworks convidou Paulo Ricardo para fazer a trilha sonora da versão brasileira do filme Spirit - O Corcél Indomável, que teve a versão original em inglês gravada pelo cantor Bryan Adams. Com este trabalho, gravado em São Paulo pelo velho companheiro Guilherme Canaes, Paulo Ricardo recebeu o prêmio da DreamWorks por melhor performance vocal internacional na tradução de Spirit. Em novembro, do mesmo ano, Paulo Ricardo iniciou sua participação, como ator, na novela “Esperança” da Rede Globo, no papel de Samuel, par romântico de Camille, interpretada por Ana Paula Arósio. Além disso, compôs e interpretou com o RPM a música “Onde está meu amor?”, música tema da personagem de Nina, interpretada por Maria Fernanda Cândido. Curiosamente, Samuel também é o nome do fundador do mais antigo fã-clube em atividade do cantor (e do RPM), Os Sobreviventes. Em 2003, após divergências entre os integrantes, o RPM novamente é desfeito. Paulo Ricardo retomou o trabalho como cantor e iniciou um novo projeto: o grupo PR.5. A banda foi formada pelo próprio Paulo Ricardo, Paulo P.A. Pagni ex-RPM, Jax Molina, Juninho, Paulinho Pessoa e Yann Lao ex- Metrô. Em 2004 foi lançado o trabalho “Zum Zum”. Em 2005, com a banda PR.5, lançou o CD e DVD Acoustic Live, onde interpretou sucessos internacionais de bandas e cantores que tiveram alguma influência na fase inicial de sua formação musical. Neste trabalho, destaca-se as interpretações de “Beautiful Girls” do INXS, "Tonight's the Night (Gonna Be Alright)" de Rod Stewart, "Wicked Game" do Chris Isaak, "Is this love" de Bob Marley", “Your Song” de Elton John, entre outros. Traz ainda a participação especial de Toquinho em "Quiet nights of quiet stars" (Corcovado), fazendo uma parceira pouco vista entre um cantor da MPB e um astro do BRock. Esse disco, revela o cantor, nasceu de um pedido feito naquele mesmo ano pelo fã-clube de Alagoas, Os Sobreviventes. Mesmo passado dez anos do lançamento o artista continua fazendo shows solo com esse formato "acoustic live" concomitante com os shows do RPM e o também seu "Paulo Ricardo Elétrico". Em novembro de 2006, Paulo Ricardo lançou o CD “Prisma”, nome de sua primeira banda. O novo trabalho apresentou canções inéditas de sua autoria e de vários parceiros. O CD também marcou a volta da parceria com Luiz Schiavon na canção “O dia D, a Hora H”. O trabalho é indicado em 2007 ao Prêmio Grammy Latino, na categoria melhor álbum pop contemporâneo. Em dezembro de 2007 é lançado o livro “Revelações Por Minuto”, contando a história do RPM de autoria de Marcelo Leite de Moraes com fotos de Rui Mendes. O tão esperado BOX comemorativo dos 25 anos do RPM é lançado em julho de 2008, contendo os três CDs da banda, um CD de raridades e um DVD com o show “Rádio Pirata” de 1986 no Anhembi em São Paulo e gravações de programas como Chacrinha, Mixto Quente e Globo Repórter. Em 2010, a Rede Globo produziu o especial “Por Toda a minha Vida” sobre o RPM. O programa apresentou a trajetória da banda do início até o fim em 1989. Com depoimentos dos próprios músicos e de pessoas ligadas à história da banda, o programa foi um estopim para um novo retorno. No início de 2011 Paulo Ricardo e Luiz Schiavon já estavam compondo novas canções e ensaiando com Fernando Deluqui e Paulo P.A. Pagni. O show que marcou o retorno foi no encerramento da Virada Cultural em São Paulo, no dia 17 de abril de 2011. O lançamento oficial da nova turnê da banda foi no dia 20 de maio do mesmo ano, no Credicard Hall, em São Paulo, apresentando as novas canções e os clássicos dos anos 80. Já o lançamento do álbum “Elektra” foi no dia 18 de novembro de 2011, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. O novo trabalho, traz um CD duplo com 12 canções inéditas, com destaque para “Dois Olhos Verdes”, “Muito Tudo”, “Ela é Demais (Pra mim)” e a regravação de “Ninfa”. O CD 2, é composto por sete, das doze canções inéditas, remixadas pelo DJ Joe K. O álbum "Elektra" foi indicado ao Grammy Latino de 2012. Carreira como ator Interpretou o personagem Samuel na telenovela Esperança, exibida pela Rede Globo de 2002 à 2003. Sua participação na novela rendeu à emissora 43 pontos de pico. 2013 fez o personagem Rico na série Surtadas na Yoga do canal GNT. 2014 fez uma participação no filme Apneia, onde foi dirigido por Mauricio Eça. 2017 fez uma participação na novela Rock Story, onde foi dirigido por Dennis Carvalho.

terça-feira, 21 de abril de 2020

BORANDI E JAGUARÃO

Cláudio José da Silva (Borandi) nasceu na cidade de Votuporanga, no estado de São Paulo, e João Lourenço (Jaguarão) nasceu na cidade de Promissão, também no estado de São Paulo. Durante algum tempo, cantaram apenas pelo prazer de harmonizarem as vozes, interpretando as mais belas páginas da música sertaneja. Até que um dia, ouvidos pelo conhecido compositor e humorista Goiani, em abril de 1956, a dupla, bem ensaiada e com bom repertório, estreiava na Rádio São Paulo, no programa de "Zé Matraca". A partir de então, suas atuações em vários prefixos foram se tornando mais freqüentes. Aos poucos, começaram a surgir os convites para atuações no interior. Repetidamente eram também convocados a participar de shows circenses. Uma certa vez, quando se apresentavam no Circo "Sant'Ana", do conhecido cômico Penacho, foram convidados a participar do famoso Programa "Alvorada Cabocla" da Rádio Nacional. Gravaram seu primeiro disco de 78 rpm no ano de 1959, pela Todamérica, com as músicas "Louvação a São Gonçalo" e "A Saudade Vai no Peito". A dupla teve curta duração, gravaram apenas 06 discos de 78 rpm. Jaguarão formou dupla com Goianinho, gravando apenas um disco de 78 rpm pela Philips, com as músicas "Não Bebo Mais" e "Unidos Seremos". Em 1964, Jaguarão formou dupla com Manuel Pereira (Manoelzinho), com quem gravou um disco de 78 rpm pela gravadora Chantecler, com as músicas "Linda Moreninha" e "Duelo de Amor". A dupla também teve curta duração, e logo se desfez. Manoelzinho era casado com Teresa da Costa Pereira, irmã das duplas Zico e Zeca, e Liu e Léu. Manoelzinho trabalhou com a dupla Liu e Léu na gravadora Tocantins, onde também gravou um LP com a sua dupla "Manoelzinho e Maciel", no ano de 1983, intitulado "Entardecer da Vida". Manoelzinho faleceu em São Paulo/SP, em 24 de janeiro de 2017. Texto: Sandra Cristina Peripato Tirado de: Recanto Caipira

segunda-feira, 20 de abril de 2020

AS GAIVOTAS

Wera Liz nasceu na cidade alemã de Dibgeost. Com poucos meses de idade veio com a família para o Brasil, onde viveu sua primeira infância em Campo Limpo, no estado de São Paulo. Enquanto aprendia português, ia cantando músicas de Tonico e Tinoco. Aos nove anos de idade já participava de uma peça teatral interpretando o papel do garotinho que, sentado no colo de Tonico, representava o "Inocente Condenado". Naquele dia o filho de Tinoco estava doente e ela foi convidada para substituí-lo. A partir de então a loirinha de olhos azuis motivou-se pela música sertaneja, e com apenas onze anos de idade começava a cantar na Rádio Cacique de São Caetano do Sul, ao lado da amiga Ilzinha. Dois anos mais tarde, adotou o nome artístico de Ivete, formando a dupla Ivete e Ivone com o apoio de Orlandinho da Sanfona. O duo costumava se apresentar cantando "Moreno do Paraguai" e "Orgulhoso", sucessos das Irmãs Galvão. Alguns anos mais tarde Wera Liz afastou-se da carreira. Casou-se, teve um casal de filhos (Soraia e Wellington), e quando tudo parecia estar acomodado e sua vida, apareceu Orlandinho sugerindo que ela formasse um duo com Serrana, pois achava que suas vozes se combinariam. Serrana já havia tido boa experiência com a música sertaneja e, como Wera, estava afastada do meio artístico. Maria José Gil (Serrana) nasceu na cidade de Monte Alto, no interior do estado de São Paulo. Passou sua adolescência em Dracena. Aos dezesseis anos de idade veio com o irmão para São Paulo com a firme vontade de assistir o programa do Biguá, na Rádio Bandeirantes. Nos bastidores da emissora conheceu uma moça que também gostava de cantar e as duas resolveram formar a dupla "Chiquita e Chinita". Logo o duo gravaria seu primeiro 78 rpm pela gravadora Mocambo, que incluía as músicas "Cavalo Pampa" e "Parabéns Meu Amor". Quatro anos mais tarde, Chinita converteu-se à Igreja Batista e resolveu cantar apenas músicas religiosas. Serrana, a Chiquita, permaneceu sozinha até que conheceu Serraninha, com quem formou nova dupla e gravou uma faixa do LP "Terra Sempre Terra", da Rádio Piratininga. Também esta dupla não teria longa duração e Serrana partiu então para o terceiro duo de sua carreira: "Serrana e Serranita", que permaneceram juntas oito anos, gravando um disco pela Phillips e apresentando-se em todo o Brasil. Certo dia, trabalhando em uma empresa na cidade de Osasco, recebeu um telefonema de Orlandinho da Sanfona, propondo-lhe o retorno à vida artística. O antigo amigo estava pensando em Serrana e Wera, e já tinha idéia até do nome para a dupla: "As Gaivotas". A sugestão de Orlandinho deu certo. Logo "As Gaivotas" passavam a cantar em programas na Rádio ABC de Santo André. Três anos depois procuraram Nalva Aguiar que as apresentou à produtora da recém-criada Rodeio, selo sertanejo da WEA. Contratadas, "As Gaivotas" lançariam pouco depois o primeiro LP, que contou com a produção da própria Nalva Aguiar e obteve destaque com as faixas "Goianinho Lindo" e "Boiadeiro de Minas". O segundo LP da dupla, veio confirmar uma das mais promissoras e autênticas duplas femininas da música sertaneja. Gravaram um total de 04 LPs. Texto: Sandra Cristina Peripato Tirado de: Recanto Caipira

sábado, 18 de abril de 2020

OS INCRÍVEIS ( BANDA )

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os Incríveis foi uma banda musical brasileira de rock and roll dos anos 60 e 70, formada em São Paulo por Domingos Orlando, o "Mingo", Waldemar Mozena, o "Risonho", Antônio Rosas Sanches, o "Manito", Luiz Franco Thomaz, o "Netinho" e Lídio Benvenutti Júnior, o "Nenê". Inicialmente, a banda chamava-se The Clevers e, em seus shows, tocavam principalmente twist, estilo em moda no início da década de 1960. O sucesso veio durante o período da Jovem Guarda, o grupo alterou o nome após romper com o empresário Antonio Aguilar, que era o dono da marca The Clevers, com a mudança de nome e canções populares como "Era um Garoto Que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones", esta musica é uma versão brasileira da música italiana C’e come um regazzo me amava Beatles e Rolling Stones, de Gianni Morandi."O Milionário" e "Eu Te Amo, Meu Brasil, sendo esta última uma canção de exaltação ufanista da pátria brasileira, muito utilizada durante o governo militar do general Médici. Ao longo dos anos de 1970, ex-integrantes dos Incríveis formariam outras importantes bandas do rock brasileiro, Netinho montou a banda Casa das Máquinas e Manito juntamente com Pedro Baldanza e Pedro Pereira da Silva formaram o famoso grupo progressivo Som Nosso de Cada Dia. Entre 2001 e 2005 o grupo voltou a se reunir em algumas ocasiões. Em 2005, "Os Incríveis" foi uma das bandas escolhidas para serem homenageadas no álbum "Um barzinho, um violão", onde foram regravadas músicas de bandas de grande sucesso das décadas de 1960 e 1970. Foi escolhida a música "O Vagabundo", interpretada pela banda Engenheiros do Hawaii. Domingos Orlando, "Mingo" - (voz e guitarra). Falecido em 15 de junho de 1995, aos 52 anos. Waldemar Mozena, "Risonho" - (guitarra) Falecido em 05 de agosto de 2019 aos 75 anos Antônio Rosas Sanches, "Manito" - (teclados, vocal e sax). Falecido em 9 de setembro de 2011, aos 68 anos. Luiz Franco Thomaz, "Netinho" - (bateria) Lídio Benvenutti Júnior, "Nenê" - (baixo). Falecido em 30 de janeiro de 2013, aos 65 anos.

terça-feira, 14 de abril de 2020

AS PANTANEIRAS

Simone Sperança nasceu em Guarulhos, no estado de São Paulo, no dia 29 de junho, e aos 12 anos iniciou carreira artística junto com a mãe, formando a dupla Simone e Silmara. Com 16 anos, gravou o projeto cultural “Cozinha Caipira de Célia e Celma” cantando a música “O Poder da Viola”, autoria de Moacir dos Santos e Tião do Carro. A parceria artística com a mãe durou 7 anos e depois Simone seguiu novos rumos e formou dupla com Pardinho Filho, com quem gravou o primeiro CD reunindo sucessos como “Pedra 90” composição de José Vitor e “Acabou” de sua própria autoria. Foram 5 anos de muito trabalho, crescimento e amadurecimento musical. Formou-se em fonoaudiologia e por meio desta profissão foi contratada para trabalhar com a Orquestra Feminina e nessa orquestra conheceu a nova parceira, ou melhor, a “Pantaneira” Miriam. Miriam Boeira nasceu em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, no dia 23 de maio. A paixão pela música raiz também vem de infância e aos 26 anos começou a fazer aulas de viola, tendo como primeiro professor o músico Sérgio Pena. Formou-se em Administração de Empresas, mas a paixão pela música prevaleceu e, certa de que seguiria carreira artística, desde 2006 vem se aperfeiçoando com intensa dedicação às aulas. Fez a primeira voz em algumas músicas na Orquestra Feminina e foi em uma das participações entre uma apresentação, que sua voz chamou a atenção da cantora e compositora Simone Sperança que logo a convidou para cantarem juntas. E, assim, nasceu a dupla “As Pantaneiras”, aliás, primeira parceria de Miriam na carreira artística e como segunda voz. Permaneceram juntas por seis anos, com dois CDs gravados. Tirado de: Recanto Caipira

sábado, 11 de abril de 2020

DJAVAN

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas "cores". Ele retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia a dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas de maneira distinta dos demais compositores. As músicas são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se "Seduzir", "Flor de Lis", "Lilás", "Pétala", "Se…", "Nem Um Dia", "Eu te Devoro", "Açaí", "Segredo", "A Ilha", "Faltando um Pedaço", "Oceano", "Esquinas", "Samurai", "Boa Noite" e "Acelerou".

sexta-feira, 3 de abril de 2020

AMAMBAY E AMAMBAÍ

Ermídio Umar (Amambay) nasceu na cidade de Bela Vista, no estado de Mato Grosso do Sul, em 22 de março de 1940. Cecílio da Silva (Amambaí) nasceu na cidade de Bela Vista, no estado de Mato Grosso do Sul, em 22 de novembro de 1937. Em 1955, Amambay com 15 anos formou dupla com Carlos Alvarenga. Era a dupla "Alvarenga e Umar". Através de Zacarias Mourão, gravaram um disco de 78 rpm pela gravadora Philips, mas como a dupla acabou se desfazendo, o disco acabou nem sendo lançado. Amambaí formou sua primeira dupla em 1947, aos 10 anos de idade. Era a dupla "Campanha e Corumbá". Se apresentaram na Rádio Difusora de Aquidauana por uma década. A dupla se separou em 1956, quando Campanha (Amambaí) foi para o exército. Depois que deixou o exército formou a dupla "Garimpo e Garimpeiro". Chegaram a ganhar alguns concursos e a dupla estava indo bem. Mas seu parceiro precisou voltar para São Paulo porque estava perdendo a voz. Foi nesta época que o Umar foi em sua festa de casamento e se conheceram. Logo depois formaram a dupla "Amambay e Amambaí". No início eram acompanhados pelo acordeonista Elinho. Em 1964 passaram a tocar com o Zé Corrêa. Em 1967, Délio e a Delinha convidaram o Zé Corrêa para gravar na Califórnia. O acordeonista Zé Corrêa, já contratado pela gravadora Califórnia convida Amambai e Amambaí para gravar uma participação especial em seu segundo disco "O Ídolo de Mato Grosso", lançado em 1969. Então gravaram “A Matogrossense”. Com o sucesso da participação no disco do músico Zé Corrêa a gravadora Califórnia lança no mesmo ano o LP “Os Mensageiros de Mato Grosso” formado pelo Trio Amambai, Amambaí e Zé Corrêa. Era o início de uma carreira de sucesso. Em 1982 com Ado e Dino Rocha formam “Os Filhos da Terra” e gravam pela gravadora Discos e Fitas Xaraés Ltda, o primeiro trabalho. Em 1985 “Os Filhos da Terra” gravam o disco “Gastando com Elas” pela mesma gravadora. O primeiro chamamé em castelhano gravado no Brasil foi pela dupla Amambay e Amambaí. Amambay e Amambaí gravaram um total de 15 discos. Texto: Sandra Cristina Peripato Tirado de: Recanto Caipira

quarta-feira, 1 de abril de 2020

ADRIANA FARIAS

Adriana Farias nasceu no Ipiranga, um bairro da capital paulista, em 03 de maio de 1972. Cantora desde os nove anos, toca viola caipira e violão, dedicada e envolvida com nossa cultura caipira. Gravou seu primeiro compacto aos onze anos de idade com o nome de Anaína, se apresentando em sede de clubes e shows de cidade, inclusive abrindo o show de Nhá Barbina, ícone feminino do humor caipira. Aos quinze anos gravou seu segundo disco patrocinado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, o qual a levou a Rádio Morada do Sol, famosa por tocar os artistas sertanejos famosos da época, concorreu com 200 participantes ao Prêmio "Garota Sertaneja", ganhando em primeiro lugar uma viagem aos USA, representando nossa cultura fora do país. Trabalhou com vários artistas renomados como Fábio Jr, Vavá, Wanessa Camargo, Raimundos, entre gravações, shows e estúdio. Por cinco anos trabalhou com o Leonardo, três anos com a dupla Leandro e Leonardo, e depois só com o cantor, gravando o DVD "Tempo", cantando a famosa canção "Índia", no qual viajou o Brasil todo ao lado do cantor nesse momento especial. Recebeu o convite para participar da Banda "Barra da Saia" na qual foi integrante até 2015. Com a banda participou da gravação do DVD de Hebe Camargo, cantando também "Índia", logo depois grandes programas de TV como Faustão, Altas Horas, Reveillon da Paulista, para mais de três milhões de pessoas. Gravando três CDs e dois DVDs no qual um deles recebeu uma indicação ao Grammy Latino em 2006. Hoje Adriana Farias segue carreira solo, lançando em 2016 o CD "Beleza Rústica". Em 2017, foi contratada pela Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) para apresentar o tradicional programa da casa, o "Viola Minha Viola", dando continuidade ao projeto iniciado em 1980 por Moraes Sarmento, e depois Inezita Barroso assumiu o comando ao lado de Sarmento até o início da década de 90, passando a apresentar sozinha até a sua morte em 2015. Tirado de: Recanto Caipira

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...