segunda-feira, 29 de abril de 2019

LUCAS REIS E THÁCIO

Lucas Reis: Lucas Cassio dos Reis Rosa, nascido em 21 de dezembro de 1992 em Uberlândia/MG. Desde pequeno demonstrou ter habilidades para tocar qualquer tipo de instrumento, quando estava apenas com 3 anos, iniciou sua vida artística, seu padrinho que sempre gostou de tocar, proporcionou a ele conhecimentos em vários instrumentos como: bateria, pandeiro, timba e violão, a sua primeira apresentação foi tocando na folia de Reis do Avô Gaspar onde tocou cavaquinho,mais tarde aos 10 anos participou de vários encontros de violeiros juntamente com seu avô tocando violão. Para sua grande alegria foi convidado a ser voluntário do Hospital do Câncer de Uberlândia, onde cantava com seu avô uma vez por semana trazendo alegria aos que ali estavam precisando de tratamentos médicos. Aos 12 anos descobriu seu grande amor pela viola, não a quis mais abandoná-la. Neste mesmo ano teve em sua vida um grande grupo, os Primos de Minas, proporcionado a ele muitos conhecimentos e a importância de sempre ter a família por perto para dar o apoio. Tocando a viola de seu avô descobriu que mesma fazia parte de sua vida. Como sempre recebeu o apoio de seus pais ganhou de presente sua primeira viola. Para completar suas alegrias entrou na Orquestra Infanto Juvenil de Viola Caipira de Uberlândia, onde conheceu o seu parceiro Renato, esta parceria durou por um período de 3 anos, em 2010 a dupla finalizou. Em março de 2010 fez parceria com Thácio. Thácio: Thácio Cândido da Silva, nascido em 20 de outubro de 1991 em Uberlândia/MG. Com 6 anos teve interesse em tocar viola, onde teve o privilégio de tocar a viola do seu Tio Marcos Violeiro, ficou fascinado, sempre que tinha oportunidade pegava escondido de sua mãe e tocava. Quando estava com 8 anos seu tio viu ele tocar pela primeira vez, e já percebeu que o menino levava jeito, e emprestou a ele sua viola, com seu empenho e habilidade destacou-se nos arranjos. Sempre recebeu incentivo de seus pais e de toda sua família, e claro do seu tio Marcos Violeiro. A sua primeira apresentação foi no SESC, no 2º encontro de violeiros em 2006, com Marcos Violeiro e Adalberto, nesta época já fazia dupla com Robert, permanecendo juntos por um período de 3 anos. Em 2006 foi convidado para participar da Orquestra de Violeiro Mirim de Uberlândia. Em 2008 a parceria com Robert chegou ao fim. Em fevereiro de 2009 começou a tocar violão com o Tostão Chamamezeiro. Em março de 2010 recebeu a proposta de Lucas Reis para serem parceiros nas cantorias, permanecem juntos trocando seus conhecimentos e habilidades. No ano de 2013 a dupla mudou o cenário da música sertaneja com seu estilo único e inovador. A partir daí, surgia de pessoa a pessoa, sem gravadora e continua na luta por um espaço e reconhecimento. Em Julho de 2015 gravaram o seu 2º DVD contando com participações especiais de João Carreiro, Munhoz e Mariano, Jads e Jadson e Rio Negro e Solimões. Site Oficial: www.lucasreisethacio.com.br De: Recanto Caipira

sexta-feira, 19 de abril de 2019

LUÍS FARIA E SILVA NETO

Luiz Faria da Silva, nascido em Flórida Paulista, no interior do estado de São Paulo, no dia 05 de março de 1948, e Evaristo Cândido da Silva Neto, nascido em Pompéia, também no estado de São Paulo, no dia 05 de setembro de 1933. Luiz Faria trabalhou durante 22 anos como supervisor técnico de frotas na D-Paschoal, empresa para a qual continua prestando serviços como autônomo. Evaristo é armador na construção civil e, dentre diversas atividades, trabalhou na construção da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes (que liga o Litoral Paulista à Grande São Paulo), na década de 70. Paralelamente às suas atividades profissionais, os dois irmãos se dedicaram à música caipira raiz e, além da interpretação em dupla, Luiz Faria também se mostrou grande compositor. Gravaram em disco um total de apenas 17 músicas, que compõem o repertório de algumas faixas constantes em dois LPs de Festivais dos quais participaram, além da participação numa faixa do CD do Grupo Catira Brasil, e as 13 faixas do CD "Rio Formoso", lançado no início de 2004. De início, Evaristo formou com seu irmão Hercílio Cândido da Silva, já falecido, a dupla Sílvio e Silvinho. Além do irmão Hercílio, Evaristo cantou junto com diversos parceiros, até formar, em 1968, a dupla com seu irmão Luiz Faria, dupla essa que já completou 40 anos de existência. No início da década de 70, Luiz Faria e Evaristo formavam a dupla "Amarildo e Amaral", a qual mais tarde passou a ser chamada de "Amaril e Amaral", atendendo a um pedido de desculpas do Amarildo que na época integrava a dupla "Amarildo e Agnaldo" e que havia usado indevidamente o nome do Amarildo, quando a dupla "Amarildo e Amaral" (Luiz Faria e Evaristo) já havia participado em duas faixas do LP do "I Festival de Música Sertaneja do Interior". Os irmãos Luiz e Evaristo foram finalistas do "I Festival de Música Sertaneja do Interior", promovido pelo Radialista Fauzi Kanzo que apresentava o programa "Rancho Alegre" na Rádio Cultura de Campinas/SP. No LP que foi gravado na Continental, a dupla "Amarildo e Amaral" gravou a 3ª faixa, intitulada "Felicidade" (Luiz Faria da Silva), e Amarildo (Luiz Faria), solando a viola caipira, gravou a 13ª faixa, intitulada "É Fogo" (Amarildo), contando com o acompanhamento de Zé do Rancho no violão. Alguns anos depois, a dupla participou do Festival "Beira da Tuia", promovido pela dupla Tonico e Tinoco, que também deu direito à participação numa faixa do LP. Em 2004 lançam o CD "Rio Formoso", com destaque "Lamento", "Rio Formoso", "Caboclo Pé Vermeio" e "Erro Judiciário". Merece destaque também o recortado "Sarna de Carrapato", que é uma brilhante participação da dupla Luiz Faria e Silva Neto no CD "Catira Brasil e Amigos - Catira e Viola" do Grupo Catira Brasil. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

quarta-feira, 17 de abril de 2019

TORRINHA E CANHOTINHO

Antônio Boaventura de Oliveira (Torrinha), nasceu em Boa Esperança do Sul, no interior do estado de São Paulo, em 1922 e faleceu em Diadema/SP, em 1988. Carlos Paviani (Canhotinho), nasceu em Santa Adélia, também no interior do estado de São Paulo, em 1928. Em 1945, Antônio Boaventura se mudou para a capital paulista onde, em 1950, passou a fazer parte do trio "Os Bandeirantes B9", com Pinheirinho e Hamilton. O trio realizou algumas gravações entre 1953 e 1955, como "O Anjo do Senhor", "Veneração", "Mula Faxina", "Formação do Mundo", "Boiadeiro Viajadô", "Lamentos de um Gaúcho", "Tapera da Morte", "Eu Tenho Tudo", "Triste Abandonado" e "Fazendo Comparação". Carlos Paviani, por outro lado, iniciou sua carreira como acordeonista em 1946, na região de São José do Rio Preto/SP. Pouco tempo depois, trabalhou com o Trio Paulistano e, em 1950, acompanhou os Irmãos Vieira (Vieira e Vieirinha). Canhotinho também atuou por 4 meses numa emissora de rádio na cidade de Garça/SP, tendo retornado à capital paulista, em 1951, quando o trio foi desfeito. Canhotinho foi convidado para acompanhar a dupla Cascatinha e Inhana, de início como sanfoneiro substituto e, logo depois, como sanfoneiro fixo. Durante três anos acompanhou o casal em seus shows e gravações. A década de 50 foi próspera para a música sertaneja, com o crescente sucesso de duplas famosas, como Cascatinha e Inhana e Tonico e Tinoco, enquanto Inezita Barroso já levava a platéia ao êxtase e tinha como fã Juscelino Kubitschek de Oliveira, Governador de Minas Gerais e, mais tarde, Presidente da República do Brasil e que também foi um grande incentivador de inúmeros intérpretes da música brasileira. Em 1954, Torrinha e Canhotinho se conheceram na Rádio Record de São Paulo, e formaram dupla. Canhotinho havia sido contratado pela Record para substituir Pinheirinho, que havia saído da emissora e deixado o cantor Torrinha sem acompanhante. Torrinha e Canhotinho gravaram pela RCA Víctor em 1957 o primeiro disco 78 rpm, com "Jornada de São Gonçalo" e "Divino Espírito Santo", e que foi o maior sucesso da dupla e lhes deu o Troféu Roquete Pinto em 1958 e também o Prêmio Chico Viola em 1959. Torrinha e Canhotinho deram destaque no seu repertório à Congada e à Folia-de-Reis, festejos religiosos típicos das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A idéia, por sinal, havia partido do cantor, compositor e produtor sertanejo Palmeira, que havia encomendado pesquisa sobre a música folclórica do Centro-Sul a Thalma de Oliveira, que era produtor da TV Record de São Paulo, além de ter encomendado ao Torrinha que escrevesse letras de músicas baseadas em tal pesquisa. Torrinha e Canhotinho mantiveram a dupla até 1960. A discografia consiste em apenas 7 discos 78 rpm, gravados na RCA Víctor. Torrinha continuou com a carreira artística e apresentou durante 15 anos o programa "Terra Brasileira", além de ter também atuado em diversas outras duplas e trios e realizado algumas gravações na Continental na década de 70. Canhotinho também seguiu sua carreira artística compondo e gravando solos de acordeon. Cuidou durante 12 anos do Departamento Sertanejo da Ordem dos Músicos, coordenou diversos festivais, além de ter sido jurado em programas de TV. Foi também responsável pelo lançamento de diversas duplas, como "Matogrosso e Mathias" e "Milionário e José Rico". Após algum tempo, Canhotinho passou a residir em São José do Rio Preto, onde fez apresentações em alguns shows e bailes com Cascatinha, (que já havia ficado viúvo de sua esposa Inhana). Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

RENATO TEIXEIRA

Renato Teixeira nasceu em Santos, no estado de São Paulo, em 20 de maio de 1945. Passou a infância em Ubatuba/SP, e a adolescência no interior do estado. Depois mudou-se para Taubaté, no Vale do Paraíba. Na capital paulista, participou do Festival da Record de 1967 com a música "Dadá Maria" que foi defendida por Gal Costa (na época ainda Maria da Graça), e também por Sílvio César. Também foi sua primeira gravação, já que Renato Teixeira gravou a respectiva música juntamente com Gal no disco do festival. E, no mesmo festival, no ano seguinte, Roberto Carlos foi o intérprete de "Madrasta" também de sua autoria. Renato sempre procurou conhecer a história musical de nosso país, ouvir todas as canções e todos os gêneros, do samba à música caipira. A geração musical que frutificou da bossa nova, nos anos sessenta era chocante. Uma linda síntese de tudo que aconteceu de essencial na música brasileira até então. Admirador e também amigo de Chico Buarque e Caetano Veloso, Renato Teixeira também conheceu Milton Nascimento antes dele fazer sucesso; segundo ele, todos que o conheceram nessa época, já tinham por ele uma admiração que só os grandes mitos podem desfrutar. A falecida Elis Regina, também estava entre os intérpretes da MPB mais admirados por Renato que também assistiu bem de perto ao surgimento do tropicalismo, uma espécie de preparação mental para a chegada do terceiro milênio. Jingles publicitários também compôs para sobreviver, e que fizeram bastante sucesso como aqueles do Ortopé, do Rodabaleiro, do Jeans US-Top e do Drops Kids Hortelã, que muita gente se lembra até hoje. Nesse tempo Renato já havia se identificado totalmente com a música caipira. Quando estudava Engenharia no ITA (o Instituto Tecnológico da Aeronáutica em São José dos Campos/SP), Renato Teixeira sempre reagia ao assunto. E foi na capital paulista que redescobriu Tonico e Tinoco. Participou também da Coleção "Música Popular do Centro Oeste/Sudeste" do Selo Marcus Pereira. Em parceria com Sérgio Mineiro, criou o Grupo Água com o qual Renato Teixeira conseguiu assimilar o espírito da música caipira e projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil. Até que em 1977, por insistência do filho ainda pequeno Pedro Camargo Mariano, a saudosa Elis Regina gravou "Romaria" e convidou o Grupo Água para acompanhá-la na gravação. Tal sucesso mudou a carreira de Renato Teixeira e estava criado um novo espaço para que a música do interior paulista invadisse o mercado. Com seu famoso refrão, "Romaria" de Renato Teixeira abriu as porteiras de um universo. Além de Elis Regina, muitos outros já gravaram "Romaria", como por exemplo, Pedro Bento e Zé da Estrada, Pena Branca e Xavantinho, Sérgio Reis, Passoca e muitos outros intérpretes. Um grande momento na vida de Renato Teixeira foi também a parceria com Almir Sater, com alguns sucessos consagrados, como por exemplo, "Um Violeiro Toca" e "Tocando em Frente". Outra parceria importante para Renato Teixeira foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho. Juntos, gravaram o CD "Ao Vivo em Tatuí", produzido por Mário de Aratanha e Leo Stinghen. Além de Pena Branca e Xavantinho, Renato Teixeira também gravou discos juntamente com Xangai, Cida Moreira, Elomar, Geraldo Azevedo, Sivuca e muitas outros. Texto: Sandra Cristina Peripato Fonte: www.renatoteixeira.com.br De: Recanto Caipira

sexta-feira, 5 de abril de 2019

TUPY E TAPUÃ

Tupy começou a carreira artística como músico acompanhante. Tocou violão com inúmeros artistas sertanejos, entre os quais Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho e Teixeirinha. Como compositor, sua principal obra foi "Buscando a Felicidade", gravada inúmeras vezes por grandes nomes da música sertaneja, e "Passe Livre" gravada por Teodoro e Sampaio. Formou dupla com Tapuã nos anos 60, com quem gravou um disco de 78 rpm e 1 LP. Durante algum tempo fez parte do Regional do Robertinho do Acordeon, no Programa Viola Minha Viola da TV Cultura de São Paulo, apresentado por Moraes Sarmento e Inezita Barroso. Em 1994, lançou o LP "Sementes de Amor", composto de um repertório de músicas românticas e serestas. Faleceu em 23 de agosto de 1994. Ozório Ferrarezi (Tapuã) nasceu na cidade de Santo Anastácio, no interior de São Paulo, em 26 de janeiro de 1939. Tapuã teve seu início na música como Zorinho, da dupla Zezinho e Zorinho, em 1957 na Rádio Cultura de Maringá onde permaneceu até final de 1965. Mudou-se para a capital paulista, exercendo a profissão até final de 1993, quando se mudou para a cidade de Santa Carmem, no estado do Mato Grosso, onde dirige um projeto musical na cidade. Zorinho depois de um longo tempo passou a ser Itapuã, músico refinado e muito requisitado nos meios sertanejos, formando dupla com Tupy, e gravou discos solos instrumentais. Trabalhou ao lado de grandes maestros, como Élcio Alvarez, Poly, José Paulo, Otávio Basso, Portinho, Caçulinha, Oscar Nelson Safuan, Daniel Salinas, entre outros. Participou de trilhas sonoras dos filmes cinematográficos "Rancho Fundo", "Sinfonia Sertaneja", "Motorista Sem Limite" e "Menino da Porteira". Gravou com grandes nomes, como Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Milionário e José Rico, Zico e Zeca, Roberta Miranda, Liu e Léu, Teixeirinha, Jackson do Pandeiro, Chrystian e Ralf, Nalva Aguiar, Trio Parada Dura, Leandro e Leonardo, Sérgio Reis, Chico Rey e Paraná, Goiano e Paranaense, Felipe e Falcão, Torres e Florêncio, Mazzaropi, Caçulinha, Os Três Chirus, Irmãos Bertussi, Carreiro e Pardinho, entre outros. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

quarta-feira, 3 de abril de 2019

NARDELI

Antonio Onofre Figueiredo (Nardelli), nasceu em 14 de setembro de 1933 em Quilombo, município de Iacanga, no interior do estado de São Paulo. Filho de José Alcântara Figueiredo e Antonia Naragon Figueiredo. Iniciou a carreira aos 24 anos em Bauru. Foi contratado pela gravadora RCA Camden em 1957 e ao lado de Nenete e Dorinho, tornou-se o sanfoneiro mais requisitado nos meios sertanejo onde gravou vários LPs em solo de acordeon e com duplas também. Faleceu em 05 de agosto de 2014. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...