terça-feira, 31 de março de 2020

ADELMO ARCOVERDE

Adelmo de Oliveira Arcoverde nasceu em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, em 31 de julho de 1955. Seu primeiro contato com a viola foi graças à sua vó, que ouvia os repentistas nordestinos nos programas de rádio da região, na época em que Adelmo tinha apenas 5 anos de idade. Com 13 anos Adelmo começou a tocar, com a influência dos programas de jovem guarda que eram mostrados na época nos programas de TV. Aos 17 anos foi que adquiriu uma viola dinâmica de repentista de marca Del Vecchio e passou a se dedicar ao solo de viola. Foi então que Adelmo formou um grupo de música regional, tendo aprendido a afinação dos repentistas com um colega de Juazeiro/BA. Adelmo também compôs nessa época "Dança da Morte" e "Morte do Valente". No ano de 1962, Adelmo juntamente com a família, trocou Serra Talhada/PE por Nazaré da Mata/PE, cidade onde passou a ouvir verdadeiros nomes da música regional, como o "Quinteto Violado" e a "Banda Pau e Corda". Adelmo, por sinal, fez parte da "Banda Pau e Corda" durante 5 anos. Em 1981 trocou Nazaré da Mata por Recife, onde a convite do Maestro Cussy de Almeida, passou a tocar na Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco, grupo por ele criado na década de 80, e que combinou três violas sertanejas com três bandolins, cavaquinho, violão, percussão e contrabaixo. Foi também nessa época, na capital pernambucana, que Adelmo passou a estudar música, já que, até então, a sua formação era de ouvido. Em 6 meses já estava lendo. Foi inclusive nessa época que começou a usar a viola de 10 cordas. Na capital pernambucana, Adelmo Arcoverde também conquistou diversos prêmios em festivais como arranjador, compositor e instrumentista. Adelmo conhece a cultura nordestina e, segundo ele, existem diferenças entre as regiões Nordeste e Sudeste, não apenas nos tipos de modelos de violas e suas respectivas afinações, mas também no que inspira o músico a compor os temas. Para Adelmo, o violeiro caipira é mais romântico no modo de compor, colocando em sua música os temas do campo, da natureza, da roça. Por outro lado, o que mais inspira o violeiro nordestino é a seca, a miséria e a violência da região. Foi num Encontro de Violeiros do Brasil que Adelmo conheceu Roberto Correa com quem aprendeu a afinação "Rio Abaixo", na qual também passou a compor. Apesar de mais de 35 anos de carreira, Adelmo não gravou ainda um disco solo, tendo tido apenas participações especiais em alguns CDs como por exemplo "Ao Capitão Furtado - Marvada Viola", lançado em LP em 1986 e remasterizado em CD em 1997 pela Atração Fonográfica, fazendo parte da Série "Acervo FUNARTE - Música Brasileira" e com participação de Sivuca, Rolando Boldrin, Roberto Corrêa, João Lyra e Zé Mulato e Cassiano. Nesse CD, Adelmo Arcoverde, solando a viola, interpreta "Disparada", "No Quintal do Matuto" e "Três Histórias", ao lado de João Lyra, Maurício Carrilho e João de Aquino. Adelmo Arcoverde participa também do CD "Violeiros do Brasil", gravado ao vivo no Teatro Sesc-Pompéia em São Paulo/SP, em agosto de 1997, com a música "Antônio Conselheiro e o Arraial do Bom Jesus". Além de Adelmo, também participam desse CD, Almir Sater, Roberto Corrêa, Paulo Freire, Renato Andrade, Passoca e Zé Coco do Riachão, e Zé Mulato e Cassiano. Religiosidade e espiritualidade também influenciam bastante as composições de Adelmo Arcoverde. Sobre a afinação "Rio Abaixo" que, segundo o folclore, teria ligação com o "coisa ruim", Adelmo menciona que o "dito cujo" é plagiador e mentiroso, que ele pega as coisas feitas por Deus e fala que é dele; portanto, essa afinação não seria do diabo, mas sim, de Deus. Violeiro nordestino, não apenas pelo tipo de viola que toca, ou também pela região onde nasceu, mas também por defender com unhas e dentes a cultura e a música nordestina, Adelmo considera que a viola nordestina não está sendo valorizada e o violeiro repentista deve aprimorar seus conhecimentos sobre a viola para preservar essa cultura. Além de ser um dos raríssimos compositores e solistas de viola caipira no Nordeste, Adelmo Arcoverde também leciona violão e viola no Conservatório Pernambucano de Música, além de ser também formado em Direito. Tirado de: Recanto Caipira

sexta-feira, 27 de março de 2020

AVARÉ E JATAÍ

Os irmãos Anilson da Costa Meireles (Avaré) e João Batista da Costa Meireles (Jataí), nasceram na cidade de Nanuque, no estado de Minas Gerais, sendo que o primeiro em 10 de outubro de 1950, e o segundo em 02 de março de 1961. Filhos de Aniceto Alves Meireles e Santa da Costa Meireles. Mudaram-se para Goiânia com seus familiares no ano de 1972. No ano 1982 Anilson e seu irmão João Batista, iniciaram sua trajetória artística formando a dupla "Avaré e Jataí". Desde então passaram a se apresentar em circos, praças, showmícios, rádios, programas de auditório, casas noturnas e outros eventos. Participaram de festivais promovidos por canais de TV, rádio e entidades como SESI, obtendo melhor classificação com a música “Sorriso do Mundo” em 1998, ano em que garantiu a participação da dupla no CD do Festival do SESI. Em 2002 foram classificados em 4º lugar com a música "Lamento do Rio", que também foi incluída no CD do Festival; e ainda nesse mesmo ano foi gravado o primeiro CD da dupla, intitulado "Chave da Paixão" que inclui a música "Sorriso do Mundo," por se tratar da música que lançou definitivamente a dupla no mundo artístico profissional, que tem composições próprias e de parceiros compositores. Já em 2003 conquistou a primeira colocação na modalidade raízes, com a música "A Garupa", e ainda em 2º lugar na modalidade interpretação. Em 2004 no mesmo Festival que é realizado pelo SESI, foram classificados em 2º lugar nas categorias interpretação e composição. Inclusive, tendo garantido mais uma vez a participação no CD deste evento que foi gravado no fim do ano de 2004, para o deleite do público amante de música raiz. Em 2007 participaram mais uma vez do Festival do SESI sendo classificados em primeiro lugar na modalidade composição com a música "Firme no Bote". Fizeram uma parceria com os humoristas Nilton Pinto e Tom Carvalho viajando com eles pelas principais cidades de Goiás, e algumas cidades do Mato Grosso durante todo o ano de 2004 e de 2005. Em 2006 a dupla gravou seu segundo CD que traz sucessos como "Alerta do Criador" e "Caboclo de Tradição", que destacaram ainda mais a dupla no meio sertanejo. Gravaram um total de 4 CDs. A dupla se desfez com o falecimento de Jataí, aos 54 anos, ocorrido em 21 de janeiro de 2016. Avaré e Jataí hoje tem nova formação. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

terça-feira, 17 de março de 2020

BAMBUZINHO

João Carlos da Silva (Bambuzinho) nasceu em 25 de março de 1948, na cidade de São Paulo/SP. Com mais de 50 anos de trabalho em diversas rádios, entre as quais a Rádio AM de Campinas e a Rádio Educadora, ambas da Rede Bandeirantes de Rádio. Participou de diversos programas de televisão, apresentando com seu filho Taquarão paródias e brincadeiras de um personagem tipicamente caipira. Além de radialista, Bambuzinho era também humorista. O "Programa do Bambuzinho" era transmitido na Rádio Central AM. Ele também participou da "Praça da Alegria", da TV Bandeirantes, como humorista, e na TV Cultura participava do "Viola, Minha Viola". Gravou primeiramente pela Tocantins e posteriormente pela 3M dois discos de humor. Faleceu aos 72 anos na cidade de Campinas/SP, em 27 de julho de 2019, por volta das 2 horas da madrugada, vítima de insuficiência renal. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

segunda-feira, 16 de março de 2020

AMIR E MAURINHO

Amir de Mello (Amir) nasceu na cidade de Patrocínio, no estado de Minas Gerais. Filho de Francisco de Mello e Geralda G. de Mello. Cursou na cidade natal até o ginásio, posteriormente em São Paulo terminou o segundo ciclo e prestou vestibular para Advocacia. Não pôde concluir por não encontrar-se em boa situação financeira, o que o levou ao trabalho, mas sempre dedicando-se à música, pois sempre procurou desempenhar funções correlatas com a música. Incentivo não lhe faltou. Seu pai, ardoroso apreciador da música, teve em Amir, seu primeiro e grande parceiro em Minas. Motivos imperiosos determinaram a dissolução da dupla, porém na mente do velho pai jamais se apagou essa imagem. Amir, rapaz voluntarioso, e conhecedor de promoções, procurou sempre estar no meio artístico, formou várias duplas. Possuidor de bom ouvido musical, compunha suas músicas e formava suas duplas procurando o parceiro ideal, o que só conseguiu a custo de muitas lutas e sacrifício. Em oportunidades passadas travara conhecimento com Mauro Ozelim, e por circunstâncias momentâneas não formara dupla, embora Amir identificasse nele o parceiro ideal. Em março de 1970, Amir dirigiu-se a São Sebastião do Paraíso com uma idéia fixa: trazer Maurinho e com ele formar dupla que sempre achara ideal, por sua vertiginosa carreira. Daí para o êxito seria apenas questão de tempo. Logo a seguir recebe convite da gravadora Continental para gravar, assinando assim contrato de exclusividade por dois anos. Em coquetel realizado nos estúdios da Rádio Nacional, Amir e Maurinho tiveram a maior emoção de suas vidas. Lançava-se oficialmente o seu primeiro LP nesta gravadora. Mauro Ozelim (Maurinho) nasceu em São Sebastião do Paraíso, no estado de Minas Gerais, no dia 14 de setembro. Gostava desde criança de cantar na rodinha de amigos. Numa dessas reuniões, estava presente o humorista Tatão, que era programador da Rádio Difusora de São Sebastião do Paraíso, e ouvindo o rapaz, o convidou para formar parte do "cast" daquela emissora. Assim começa a vida artística ascensional de Maurinho que, já com 16 anos, encantava a platéia com sua voz e sua simpatia. Aos 17 anos, transferiu-se para a Rádio Mundial do Rio de Janeiro onde permaneceu até os 18 anos, quando decidiu viajar, sendo contratado pelo diretor do Circo Irmãos Alciates, como cantor e ator, tendo vivido os mais diferentes papéis, durante dois anos. Maurinho começou sua trajetória em São Sebastião do Paraíso, cantando com o pedreiro Nino (naquela época as duplas se apresentavam na ZYA4 - Rádio Difusora Paraisense). Cantou também com um sobrinho dele, Toninho Fernandes. Depois gravou com outro artista paraisense, o Correto, o primeiro compacto duplo, intitulado "Silêncio de um Amor". Maurinho foi então para a capital paulista, onde cantou com Tibagi durante alguns anos, formando a dupla "Tibagi e Niltinho". Houve uma época, em que Belmonte e Amaraí estavam separados e Maurinho fez vários shows com Belmonte e, quando estavam selando uma parceria para dupla, ocorreu o acidente com Belmonte. Amaraí também fez vários shows com Maurinho. Maurinho à procura de novos horizontes, acabou encontrando o parceiro ideal na lealdade e simpatia de Amir. Só faltava um acordeonista. Procuraram e encontraram Passarelli, nascendo assim o trio Amir, Maurinho e Passarelli, que imediatamente dedicou todos os momentos disponíveis para ensaios e escolha de repertório. Trabalho duro, que foi coroado de êxito, com o lançamento do primeiro LP pela Continental. Maurinho gravou discos também com Marcelo (irmão de Léo Canhoto). Faleceu aos 37 anos, em 1981, vítima de infarto. Elídio Antônio Pantaroto (Passarelli) nasceu em Birigüi, no estado de São Paulo, no dia 09 de novembro. Contando somente 10 anos ainda, seu pai notou as tendências artísticas que brotavam do menino. Sendo também um ardoroso fã da música regional brasileira, deu-lhe no seu aniversário uma harmônica de presente. O menino exultou, e passou a viver somente para o instrumento, de tanto que gostava. Imediatamente, matriculou-se no conservatório local e passou a estudar com afinco, a fim de aprender o mais rápido possível a tocar aquele instrumento de tão difícil execução. O tempo foi passando, e o menino já não morava mais em Birigüi. A família havia se transferido para a cidade de Dracena, também no estado de São Paulo. Contava nessa época com 14 anos de idade e já era bastante requisitado para as festas na cidade e também apresentava-se na Rádio Brasil de Dracena, tocando harmônica e cantando em dupla com seu irmão. Mas estava escrito que o destino do menino de Birigüi, seria mesmo a capital. Com 18 anos de idade, arrumou sua mala, pegou o seu instrumento e num piscar de olhos, desembarcava em São Paulo. Mas nem tudo era fácil como parecia à primeira vista. Fez programas na Rádio Tupi, Record e Bandeirantes; formou diversos trios, mas o sucesso parecia que não queria nada com o moço de Birigüi, até que em seu caminho surgiram Amir e Maurinho. Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

sábado, 14 de março de 2020

BARROS DE ALENCAR

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Cristóvão Barros de Alencar, (Uiraúna, 5 de agosto de 1932 – São Paulo, 5 de junho de 2017), foi um cantor, compositor, radialista e apresentador de televisão brasileiro. Nascido no interior da Paraíba, começou em sua carreira como radialista, quando trabalhou em Campina Grande, na Rádio Borborema. Na busca de novos horizontes, viajou pelas capitais brasileiras, dentre elas Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo. Em 1960, na capital paulista, conseguiu um lugar ao sol, pois passou a fazer parte das rádios Cultura, Tupi, Record e América, tocando principalmente os sucessos da Jovem Guarda. Em 1966, lançou seu primeiro compacto simples pela gravadora Chantecler (C-33-6209) com as músicas Agora sim, versão de Adesso sì, de Sergio Endrigo e Não vá embora, versão de Tu me plais et je t'aime, de autoria J. L. Chauby e Bob Du Pac. Em 1968, lançou o compacto simples com a música Não me peça um beijo, de autoria de Antonio e Mario Marcos. Em 1971, lançou um compacto simples com as músicas Não posso mais viver sem ti e Ana Cristina, ambas de sua autoria. Em 1972, fez sucesso com a balada Meu amor (Monia), de D.Finado, Jager e Vidalin, com versão de Sebastião Ferreira da Silva, incluída no LP "Os grandes sucessos da RCA Candem", que contou com a presença de nomes como Martinho da Vila, Nelson Gonçalves, Carmen Silva. No mesmo ano, outra gravação sua Não me peça um beijo (Porque vou chorar) foi incluída no LP "Os grandes sucessos volume 2" da mesma gravadora. Em 1973, lançou LP pela RCA Victor, interpretando composições românticas como a clássica balada Quem é, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães. No mesmo ano, participou do LP "Os grandes sucessos - VOL. 3", da RCA Camden, interpretando a música Volte querida (Honey come back), de J. Webb e versão de Sebastião Ferreira da Silva. Em 1974, participou de duas coletâneas, "Os grandes sucessos - VOL. 4", da RCA Camden, com a música Meu amor é mais jovem do que eu, e do LP Canções para dizer te amo, da RCA Victor, interpretando a balada Namorados, música que também foi incluída no LP "Parada nacional de sucesso" da Som Livre. Em 1975, gravou em LP várias músicas, dentre elas Emanuela (Emmanuelle), de P. Bachelet e H. Roy, trilha de um famoso filme da época, com versão sua. Nesse ano, participou de quatro coletâneas de sucessos, Natal com Cristo - Ano novo com amor, da RCA Camden, Canções para dizer te amo - Vol. 2, Prometemos não chorar e Fantásticos da RCA. Em 1976, participou da série "Fantásticos - VOL. 5", da RCA Victor e do LP "Saudade jovem nacional VOL. 2", da RCA Camden, com a música Olhos tristes. Em 1977, no LP "Globo de ouro - VOL. 3", da Som Livre, foi incluída sua interpretação para a guarânia Quero beijar-te as mãos. Em 1978, gravou vários sucessos pela RCA Victor. Em 1979, lançou o LP Sentimental, no qual interpretou, entre outras, as músicas Amanhã o que será (Adios), de Juan Pardo. Nesse ano, no LP As campeãs da volta do sucesso, da gravadora Seta, incluiu a sua interpretação de Prometemos não chorar, de sua autoria. Em 1980, apresentou na Rádio Tupi de São Paulo o programa "Só Sucessos". Também apresentou na TV Record o "Programa Barros de Alencar" de 1982 a 1986, no qual ficou famoso com o bordão: "Alô, mulheres, segurem-se nas cadeiras. Alô marmanjos, não façam besteiras!" e ganhou audiência com o concurso Michael Jackson onde elegeu a garota Lúcia Santos, a Maika Jeka como carinhosamente a chamava, melhor imitadora do cantor. Ainda nos anos 1980, sua interpretação para A primeira carta foi incluída na coletânea "Astros do disco", da RCA Victor. Apresentou nas madrugadas da CNT do Rio de Janeiro, o programa "CD na TV". Grande nome do rádio brasileiro, residia na cidade de São Paulo. Quando apresentava seu programa na Super Rádio, Barros afastou-se dos microfores após passar por uma delicada cirurgia na garganta. Faleceu em 5 de junho de 2017, após ser internado de causas não reveladas.

sexta-feira, 13 de março de 2020

CAPRICHO E CAPRICHOSO

Waldevino Silveira da Silva (Capricho), nasceu em Ribeirão dos Índios, município de Santo Anastácio, no estado de São Paulo, em 12 de abril de 1948. Waldevino trabalhou no sítio dos pais, até os 15 anos, no interior do estado do Paraná. Aprendeu a tocar violão e sanfona por influência do pai, que era violeiro. Sempre incentivado pelos pais, cantava em festas, bailinhos, comemorações de aniversários e casamentos. Sua mãe cantava e seu pai, também muito ligado à música, tocava viola caipira, cantava e era embaixador de Folia de Reis. Com 16 anos recebeu seu primeiro troféu como cantor no "Valores de Nossa Terra", da cidade de Uniflor; logo no ano seguinte um novo troféu: "Nossa Terra, Nossa Gente", do aniversário da cidade de Nova Esperança. Aos 18 anos começou a se apresentar na Rádio Sociedade de Nova Esperança, cantando músicas sertanejas. Nessa cidade, Waldevino realça o incentivo recebido do prefeito José Carlos Pagliaci. Em 1972, em Maringá, formou sua primeira dupla com seu primo Pedro Jorge, e, como "Florino e Floriano", apresentaram-se na Rádio Difusora de Maringá, no programa "Domingo Alegre", de Nhô Quinca. Em 1973, agora em São Paulo, fez sua segunda dupla com José Pereira dos Santos: "Carapó e Cambaí", iniciando sua vida profissional. Passou a se apresentar em rádio, circos, festa de aniversário de cidades, feiras e também participou de peças teatrais. Em 1976, formou dupla com Caprichoso. José Roberto Januário de Matos (Caprichoso) nasceu na cidade de São Paulo/SP, em 07 de novembro de 1962. Viveu a infância no meio rural em Monte Santo, no estado de Minas Gerais. Já com 12 anos cantava ao lado do irmão de 6 anos. Com 14 anos aprendeu a tocar violão, e com 15 aliou sua voz com Waldevino, e a dupla "Capricho e Caprichoso" começou a viajar, apresentando-se em shows de Milionário e José Rico. Capricho é afilhado de José Rico e Caprichoso, filho de Milionário. Milionário foi quem ouviu Waldevino cantando e achou que sua voz se casava bem com a de seu filho, marcando logo um ensaio. O resultado superou as expectativas, desde então Milionário e José Rico passaram a orientar a dupla até chegar ao disco. Após o surgimento do primeiro LP, "Quem Ama Sente Saudade", com boa repercussão junto ao público, Capricho e Caprichosos passaram a viajar sozinhos fazendo shows em circos, festa de cidades, feiras, etc. De: Recanto Caipira

quinta-feira, 12 de março de 2020

BANDEIRANTE E ZÉ BATISTA

Gilberto Felício da Silveira (Bandeirante) nasceu em Aparecida de Minas, distrito de Frutal, no Triângulo Mineiro, em 1957. Foi criado numa vida simples, trabalhando na roça. José Carlos Cândido (Zé Batista), nasceu na cidade de Barretos, no interior do estado de São Paulo, em 1956; e seus pais sempre trabalharam na roça. Era o caçula de nove irmãos. Seus irmãos gostavam muito de tocar violão, e em sua casa era som o dia inteiro, todos os seus irmãos tocavam. Era uma casa de pau-a-pique, que vivia em festa. Mudou-se para Pouso Alegre sozinho, e começou a fazer umas amizades muito boas. Ficou um tempo jogando futebol com a rapaziada e trabalhando de servente de pedreiro. Bandeirante aos 18 anos, foi para Pouso Alegre a convite do Zé Batista. Começaram a cantar num showmício em Pouso Alegre em 1976, e daí foram crescendo profissionalmente. Foi um fazendeiro de Frutal, por nome Gerônimo Heitor de Assunção, que criou o nome "Bandeirante e Zé Batista". Participaram de vários festivais, todos importantes, mas o que realmente deu a grande oportunidade para a dupla, foi o Festival da Rádio Record de São Paulo, no qual foram vencedores da etapa em São José dos Campos, em 1979. Ao final desse mesmo festival, já na cidade de São Paulo, no Ginásio do Corinthians, foram vistos pelo Sr. Oscar Martins, diretor proprietário da gravadora Chororó, que os convidou para gravar o primeiro disco. O álbum com o título de "Fuscão Preto" estourou com a música de mesmo nome. A música foi campeã em todas as paradas de sucesso do Brasil, e uma das maiores composições sertanejos da década de 80. Na época, o Programa "Canta Viola", da Rede Record, apresentado por Geraldo Meireles, conhecido como "O Marechal da Música Sertaneja", tinha um quadro onde divulgava o disco mais vendido de todo Brasil. Durante dez semanas, Bandeirante e Zé Batista ficaram em primeiro lugar de vendagem com a música "Fuscão Preto". Contratados pela Gravadora Copacabana, gravaram seu segundo LP, com produção de José Homero e Ronaldo Adriano, fadado ao sucesso como o primeiro. No quarto LP, passaram a ser uma dupla com a saída de Darlon. Gravaram ao longo da carreira, 11 discos, incluindo a coletânea "Série Grandes Sucessos". A dupla participou, com grande sucesso, durante anos do Programa "Linha Sertaneja Classe A" na Rádio Record, e depois na Rádio Capital com Zé Béttio e Zé Russo, no Programa "Linha de Frente". Foram apelidados por Zé Russo, como "Os Apaixonados do Brasil". Texto: Sandra Cristina Peripato De: Recanto Caipira

quarta-feira, 11 de março de 2020

CASTELO E MANSÃO

Antonio Rodrigues de Queiroz (Castelo), nasceu em 12 de maio de 1951, na cidade de Três Lagoas, no estado de Mato Grosso do Sul. Começou na música observando o irmão tocar e o pai dançar catira. Castelo iniciou a carreira musical em 1964. Nessa mesma época, formou dupla com Durvalino de Souza. Em seguida, a convite de seu irmão Alex, formaram o Trio Serenata (Alex, Queiróz e Cidinho Castelo), de onde surgiu a primeira gravação em disco vinil. Na década de 80, fundou o grupo “Os Filhos do Pantanal”. Também formou a dupla Castelo e Mansão que ficou conhecida no Brasil com a composição “Garça Branca”. Participou dos programas realizados pela TV Cultura de São Paulo (Viola, Minha Viola), de Moraes Sarmento e Inezita Barroso. Na década de 90 fundou o "Grupo Pantanal", composto por Castelo, Mansão, Joãozinho, Aldo e Germano. Na década de 2000, fundou o "Grupo Carandá". Castelo também se apresentou no Japão (onde morou), Argentina, Paraguai, Bolívia e em vários estados do país. Juntamente com Nelsinho e Jatobá formou o “Trio Castelo”. Atualmente Castelo soma em seu arquivo musical 46 álbuns gravados. De: Recanto Caipira

ARLINDO BÉTTIO

Arlindo Béttio nasceu em 1920. Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Béttio e do comunicador Oswald...