sexta-feira, 4 de setembro de 2020

BIÁ

Sebastião Alves da Cunha, o Sabiá e, posteriormente, o Biá, nasceu em Coromandel, no estado de Minas Gerais, em 26 de novembro de 1927, e faleceu em São Paulo/SP no dia 02 de setembro de 2006. Após algum tempo trabalhando como garimpeiro, Sebastião iniciou a carreira artística em Araguari/MG no ano de 1947, formando o trio "Sabiá, Canarinho e Albertinho", junto com seu irmão Elias e o acordeonista paulista Alberto Calçada (Alberto de Souza Calçada, nascido em São Paulo/SP no dia 06 de agosto de 1929 e falecido também na capital paulista no dia 29 de julho de 1983). Seu irmão Elias mais tarde integrou o "Trio Gaúcho", com o nome artístico Gauchito. O Trio "Sabiá, Canarinho e Albertinho" atuou na Rádio Araguari até 1950, ano em que os três músicos seguiram para a capital paulista e passaram a se apresentar em diversos programas, como "Hora dos Municípios" (de Blota Junior na Rádio Record) e "Arraial da Curva Torta" (do Capitão Furtado na Rádio Difusora). No mesmo ano, Sebastião resolveu encurtar o nome artístico Sabiá para Biá. O trio, porém acabou por se desfazer e Biá formou então em 1952, dupla com Diogo Mulero, o Palmeira, que fez sucesso durante oito anos. Palmeira e Biá foram contratados pela Rádio Piratininga para o programa que ia ao ar todas as terças-feiras às 21 horas. E a dupla era também acompanhada pelo acordeonista Alberto Calçada. No primeiro ano de existência, a dupla chegou a gravar 10 discos 78 rpm. Entre os grandes sucessos da dupla "Palmeira e Biá", destacamos "Garimpeiro do Brasil", "A Voz dos Sinos", "Baião da Serra Grande", "O Milagre de Tambaú", "Couro de Boi", "Disco Voador", além do bolero "Boneca Cobiçada", que foi gravado em 1956. Inusitado, para a época, incluindo novas temáticas, arranjos e instrumentação, esse bolero sertanejo que Biá compôs em parceria com Euclides Pereira Rangel (o Bolinha), permaneceu por mais de 10 semanas nas paradas de sucesso, tendo vendido mais de 500 mil cópias, ocasião na qual Palmeira foi nomeado Diretor Artístico dos discos sertanejos da RCA. Biá chegou a formar com seu conterrâneo Goiá, a dupla "Biá e Goiá" na década de 50, na capital paulista, ocasião em que o compositor Goiá já havia deixado o Trio "Goiá, Goiazinho e Zé Micuim" e também já havia trocado Goiânia/GO pela capital paulista. Em 1961, Sebastião passou a cantar em dupla com seu outro irmão, o Sílvio, a dupla "Biá e Biazinho", com quem gravou o LP "Relíquias Sertanejas". No ano seguinte, Biá gravou na Chantecler um LP no qual fez uma dupla com ele mesmo: "Um Cantor em Duas Vozes", tendo usado o nome de Sid Biá. Mais tarde, junto com Dorinho, Biá formou a dupla "Biá e Dorinho". Biá também atuou na Rádio Nacional de São Paulo, com o conjunto "Biá e Seus Batutas" (formado por Biá, Sirley e Gonzales), ocasião na qual gravou também o LP "Os Grandes Sucessos de Palmeira e Biá", na gravadora Cantagalo, onde Biá trabalhou também como Diretor Artístico. Em 1972 Biá formou com Dino Franco, a famosa dupla "Biá e Dino Franco". Um acidente doméstico, no entanto, fez com que Biá interrompesse em definitivo sua carreira artística, no ano de 1987. Faleceu em São Paulo/SP no dia 02 de setembro de 2006, vítima de diabete crônica. Texto: Sandra Cristina Peripato - Tirado de: Recanto Caipira

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